Parkour invade as praças de BH

A atividade física, de origem francesa, segundo os praticantes, oferece a integração entre o corpo e a mente, além, claro, de ajudar no fortalecimento do organismo

por Marcelo Fraga 09/09/2014 14:57

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Facebook/Parkour Generations Brasil/Reprodução
Thiago Ramalho, do grupo Parkour Generations: "É necessário ter um corpo forte e, sobretudo, saber respeitar, também, seus limites psicológicos" (foto: Facebook/Parkour Generations Brasil/Reprodução)
Deslocar-se transpondo obstáculos de qualquer natureza. Esse é o princípio do parkour, que nasceu na França, nos anos 1980, e conquistou adeptos em todo o mundo, inclusive no Brasil. Em Belo Horizonte, os praticantes se reúnem em diversas praças da cidade, para aperfeiçoar as habilidades e falar sobre as tendências da prática.

Um dos principais grupos dessa atividade no país, o Parkour Generations, possui uma filial mineira, que se encontra duas vezes por semana para treinar e ministrar aulas. Thiago Ramalho, instrutor do grupo em BH, ressalta a importância da preparação física e mental para se praticar o Parkour: "É necessário ter um corpo forte e, sobretudo, saber respeitar, também, seus limites psicológicos. Isso é fundamental". Ele diz, ainda, que os praticantes também devem conservar o ambiente utilizado para o parkour, como praças e parques, que funcionam como uma extensão do corpo de quem pratica. Na capital mineira, entre os principais pontos escolhidos pelos praticantes da atividade francesa estão as praças do Papa, JK e Santa Tereza, além do parque das Mangabeiras.

Apesar de o parkour ser um exercício físico, o grupo mineiro não o considera um esporte. "Nós não estimulamos a competição. A ideia é que o praticante supere seus próprios limites, rompa suas barreiras e não tente de forma alguma enxergar outra pessoa como adversário", esclarece Thiago Ramalho. Sobre os riscos da atividade, ele explica que as pessoas são muito influenciadas por ver, na internet, vídeos e imagens de alguns praticantes executando manobras ousadas. De acordo com o instrutor, o problema está na falta de preparação e conscientização dos iniciantes. "É preciso entender que, para saltar obstáculos maiores, como pular de um edifício a outro, por exemplo, são necessários anos de treinos e preparação psicológica. É preciso que tudo seja feito de forma consciente", completa.

Para quem quer começar a praticar o parkour, Thiago Ramalho recomenda – assim com em qualquer atividade física – que se faça uma avaliação médica. Em seguida, é importante que o iniciante faça movimentos simples e aumente, aos poucos, o nível de dificuldade, até ganhar preparo físico e confiança para manobras mais complexas.

Um exemplo é o estudante André Telles, que tem apenas 16 anos e, há quatro meses, pratica o parkour. Ele diz que o começo foi difícil, mas se adaptou rápido: "Foram alguns tombos e arranhões. Eu tinha certo medo, e hoje já estou mais confiante. É uma atividade com saltos e movimentos muito bonitos. Vale a pena".

Veja o vídeo que a TV Encontro fez com o grupo Parkour Generations:

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