Você costuma gastar dinheiro real em jogos virtuais?

Sabia que isso pode se tornar um vício, e levar até ao endividamento? O Serviço de Proteção ao Crédito chama a atenção para o crescimento desse "universo", e dá dicas de como se evitar os "golpes" com cara de diversão

por Da redação com assessorias 19/09/2014 16:30

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King/Reprodução
Jogos como o Candy Crush levam o usuário a gastar dinheiro para poder avançar, já que o tempo de espera para a próxima fase pode chegar a horas (foto: King/Reprodução)
Candy Crush Saga, FarmVille, SongPop, Angry Birds, Instaframes, Iphoto... Estes são apenas alguns exemplos de jogos e aplicativos virtuais que se tornaram febre e que nos ajudam a passar o tempo ou organizar as imagens em nosso celular. O que mais eles têm em comum? Como a maioria dos games, é possível utilizá-los gratuitamente até enquanto durarem suas vidas. A partir daí, quem quiser continuar conectado precisará desembolsar um determinado valor para garantir mais recursos ou chances de jogar.

É aí que surge a dúvida: aguardar o tempo de liberação de novas oportunidades para seguir adiante ou colocar seu dinheiro em algo supérfluo e desnecessário? E, pior, muitas pessoas acabam se endividando com essa "brincadeira". No entanto, calma, você não precisa correr para deletar os aplicativos de diversão do seu celular. Basta aprender a curtir virtualmente, com cautela.
 
O Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) criou uma campanha para esclarecer a população e ajudar para que a diversão não vire vício, e a partir daí, um "rombo" no orçamento. "Existem jogos e aplicativos, mesmo entre os considerados 'gratuitos', feitos para manter os consumidores vidrados e, claro, faturar com isso. Não à toa, eles têm aumento gradual de complexidade e, em determinado momento, o nível de dificuldade cresce drasticamente. Isso ocorre para tornar quase impossível ultrapassar etapas sem fazer um investimento. Fuja desse modelo de brincadeira, pois ele vai te fazer gastar, e possivelmente mais do que pode", diz o informativo do SPC.

O estudante de administração Douglas Markus é um exemplo das vítimas dos jogos viciantes. Aos 14 anos ele tinha o hábito de gastar dinheiro real em games, quando frequentava as saudosas lan houses (loja que permitem acessar computadores por preços pré-estabelecidos). Em pouco tempo, ele chegou a gastar toda a mesada nessa atividade. "Eram mais de R$ 100 por mês. Não importava mais qual era o jogo, eu precisava estar conectado e investia nisso. Eu já não saía com meus amigos e nem com a minha namorada, por que usava todo o dinheiro que tinha para jogar", conta.

Por sorte, o rapaz não se endividou. Mas, Douglas, que hoje está com 19 anos, reconheceu que precisava de ajuda e tomou uma medida radical: "Exclui todos os jogos do celular, pedi para o meu pai tirar a TV do meu quarto, cortar a internet e decidi procurar um psicólogo. Hoje, administro muito melhor o que ganho e não sinto falta da minha antiga vida".

O SPC Brasil lembra que o mundo virtual nunca deve se sobrepor à realidade. "De tanto jogar, você passa a considerar frutas, doces e cristais do game como algo valioso para o cumprimento de tarefas. Então, quando cobram um determinado valor por um conjunto desses apetrechos para ultrapassar uma fase complicada, você enxerga a quantia como irrisória pela conquista que será alcançada. Lembre que qualquer que seja a oferta de um jogo, ela nunca é barata o suficiente para ser paga com dinheiro de verdade", completa.
 
Confira alguns sintomas de quem está "viciado" em jogos virtuais:

  • O game se transforma na atividade mais importante da vida da pessoa
  • Jogar torna-se uma necessidade
  • A vida social se torna desinteressante comparada ao prazer proporcionado pelos games
  • No caso dos adolescentes, o rendimento escolar começa a cair
  • A pessoa gasta dinheiro para vencer o jogo ou ganhar vidas
  • Arrisca sem se importar com a possibilidade de ficar inadimplente, ou seja, não se preocupa se vai gastar mais do que pode
  • "Só mais essa vez não vai fazer diferença", é o pensamento de quem não consegue parar de jogar

Fonte: SPC Brasil

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