Para morar muito bem

Imóveis de altíssimo luxo à venda em BH chegam a custar mais de R$ 10 milhões, em endereços com o metro quadrado mais caro da capital e região, como Lourdes e Belvedere. Especialistas dizem que há procura mas muito pouca oferta

por Geórgea Choucair 29/09/2014 17:06

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Roberto Rocha/Encontro
A cobertura deste edifício em Lourdes está à venda por R$ 15 milhões: ponto nobre da capital e vista privilegiada para toda a cidade (foto: Roberto Rocha/Encontro)
Que tal cultivar hortaliças e verduras fresquinhas em sua cozinha e usá-las no momento que for preparar as receitas? Novos apartamentos estão sendo planejados com jardineiras com sistema de irrigação, sendo que uma delas está na cozinha, onde é possível o cultivo de ervas e variedades culinárias. Gostou? Tem mais! Os apartamentos já contam ainda com hangar privativo e heliponto, elevadores para transportar carros e até duas vagas dentro das unidades, garagem com abastecimento de carro elétrico com tarifadores e indicadores de consumo, escritório privativo no pilotis, dez vagas para veículos e o chamado "espaço pet", o playground para o animal de estimação.

As construtoras não poupam esforços e criatividade para investir em luxo nos apartamentos e coberturas, que são verdadeiras mansões verticais. Quanto vale tudo isso? Pode chegar a R$ 30 milhões, na Zona Sul de Belo Horizonte ou nas redondezas da capital, em bairros privilegiados como Vila da Serra e Jardim da Torre, em Nova Lima. E, apesar das cifras elevadas, essas joias são escassas.

"Há baixa oferta de imóveis realmente de luxo em Belo Horizonte, e menos ainda de coberturas, em função da escassez de terrenos para se construir", observa Ricardo Pitchon, presidente da imobiliária Brasil Brokers. Ele cita o exemplo do bairro Belvedere, um dos mais procurados e valorizados da capital, onde não existem mais terrenos para construir. "Em Lourdes, outro objeto de desejo, há pouquíssimos terrenos, muitos deles são pequenos, com casas tombadas e limitações de construção impostas pela prefeitura", completa. A escassez de terrenos e a inflação nos preços dos imóveis nos últimos anos leva os apartamentos de R$ 1 milhão a deixarem de ser avaliados como alto luxo na capital. "Apartamentos acima de R$ 1,8 milhão é que podem ser considerados de alto luxo", observa Pitchon.

Cláudio Cunha
Ricardo Pitchon, da Brasil Brokers, especialista em imóveis de alto padrão: "Há baixa oferta de imóveis realmente de luxo em BH e menos ainda de coberturas" (foto: Cláudio Cunha)
E, se for para pensar em luxo, mas luxo mesmo, com direito a hangar privativo em cada apartamento e heliponto, o valor das unidades milionárias supera a dois dígitos e chega a ficar acima de R$ 10 milhões. É o caso, por exemplo, do Edifício 4 Ventos, no Jardim da Torre, em Nova Lima, da construtora PHV. A empresa se prepara para lançar um dos maiores apartamentos de luxo da capital. Cada unidade-tipo vai medir nada menos do que 750 m² e custar de R$ 10 milhões a R$ 14 milhões, dependendo do acabamento. A cobertura deve medir 1,5 mil m² e está estimada em valores entre R$ 24 milhões e R$ 30 milhões. "O apartamento permite que cada planta interna seja diferente. É como se fosse uma casa. A ideia é não ter nenhum igual ao outro", afirma Mário Cunha, diretor comercial da PHV. A demanda por apartamentos diferenciados tem sido grande, segundo ele. "Muita gente está querendo comprar duas unidades para fazer um duplex", diz.

Privacidade, conforto e segurança. As exigências dos clientes de altíssimo luxo passam por essas três variáveis, segundo Liliane Carneiro Costa, diretora da LCC Imóveis. "Esse tipo de cliente é exigente, viaja muito para fora e quer sempre novidades, como automação, elevadores para carro e heliponto", diz. Passeios de jatinho, iate e nos melhores carros importados também fazem parte da rotina dessa clientela. "E na hora de comprar o imóvel, eles comparam com o que viram em Nova York, Miami ou Tóquio. Temos, hoje, imóveis com nível de padrão internacional", diz José Francisco Couto de Araújo Cançado, sócio-diretor da Conartes, construtora de imóveis de alto luxo.

O corretor para esse tipo de cliente precisa estar atento às novidades e ser discreto. "São pessoas mais visadas, como industriais, banqueiros, altos executivos. A discrição numa negociação dessa é essencial", completa Luiz Antônio Rodrigues, presidente da Lar Imóveis. O cliente desses imóveis valoriza, ainda, a vista privilegiada, acabamento primoroso e pouco barulho dentro dos apartamentos. "O mercado de altíssimo luxo não tem crise e nem financiamento. Mas a tendência é ficar cada vez mais difícil encontrar coberturas que atendam às exigências dessa clientela", observa Rodrigues.

Roberto Rocha/Encontro
A corretora Vanêssa Villela, na cobertura construída pela Castor: bairro é muito procurado e já não há áreas disponíveis para novos empreendimentos (foto: Roberto Rocha/Encontro)
A preferência, geralmente, ocorre por bairros como Lourdes, Santo Agostinho, Funcionários e Belvedere. Mas quem quiser pagar por mansão vertical em ponto nobre, precisa preparar o bolso. No cobiçado bairro de Lourdes tem, hoje, uma das poucas coberturas disponíveis com área mais ampla e oito vagas de garagem. O apartamento, no edifício Ulisses, da construtora Castor, foi entregue em 2013 e hoje está avaliado em R$ 15 milhões. "É difícil encontrar imóvel como essa cobertura. O bairro de Lourdes é muito procurado e não tem mais terreno para construir", afirma a corretora Vanêssa Villela, voltada para o alto luxo e uma das responsáveis pela venda da unidade.

Mas as construtoras comercializam esse tipo de imóvel também em bairros vizinhos, como é o caso do Blue Tower, da Concreto, no Vila da Serra, onde a cobertura é avaliada em torno de R$ 5 milhões. Um dos diferenciais do empreendimento é o My Office, escritório particular para cada apartamento no pilotis. "É como se fosse mais um quarto do apartamento. Hoje, muita gente trabalha em casa", diz João Augusto Reis, gerente de marketing da Concreto.

No Residencial Sol, no Vale do Sereno, a cobertura da construtora EPO tem nada menos do que dez vagas de garagens, sendo uma dentro do apartamento. Os preços no empreendimento vão de R$ 5,1 milhões (apartamento-tipo) a R$ 9 milhões (cobertura). O edifício, lançado em 2012, já vendeu 80% das unidades. "O imóvel como esse dá a mesma sensação de uma casa. Muita gente vai buscar conforto e segurança por lá", afirma Marcelo Carvalho, gerente comercial da EPO. Vai procurar, ainda, coisas mais simples, mas que trazem grande sensação de bem-estar, como ter a chance de um jardim com hortaliças e verduras frescas na altura da mão na cozinha.

Fotos: Divulgação e Roberto Rocha/Encontro
(foto: Fotos: Divulgação e Roberto Rocha/Encontro)

Fotos: Divulgação
(foto: Fotos: Divulgação)

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