Sabia que o mau hálito atinge 30% dos brasileiros?

Apesar de não ser uma doença, a halitose pode ser o indicativo de que a pessoa está com um problema mais sério, e precisa de tratamento clínico

por Da redação com assessorias 13/10/2014 18:15

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De acordo com o especialista, existem mais de 60 causas possíveis para o mau hálito. Prevenção ainda é o melhor remédio (foto: Freeimages)
Com impacto na qualidade de vida do indivíduo, a halitose, mais conhecida como mau hálito, atinge 50 milhões de brasileiros, o que representa 30% da população do país, segundo dados da Associação Brasileira de Halitose (ABHA). Esse número alarmante representa um problema de saúde pública no Brasil e pode causar transtornos sócio-emocionais, depressão, dificuldade nas relações interpessoais e estar associado a doenças.

O cirurgião-dentista Marcos Moura, presidente da ABHA, explica que é preciso chamar a atenção da população sobre como lidar com essa condição – aliás, no dia 22 de setembro foi comemorado o dia de combate à halitose. "Apesar de não ser uma doença, o mau hálito pode indicar que há algo errado no organismo e deve ser identificado por meio de um correto diagnóstico, além de ser tratado adequadamente quando o problema torna-se crônico", diz o especialista.

Moura afirma ainda que a halitose pode estar associada a mais de 60 tipos de causas distintas, incluindo jejum prolongado, hábitos de alimentação inadequados, alterações no padrão salivar, sinusite, fumo e ingestão de bebidas alcoólicas. Entretanto, há um aspecto que precisa ser desmistificado em relação ao mau hálito: "É comum relacionar problemas no estômago como o principal responsável pela halitose. Na verdade, trata-se de uma crença com pouca evidência científica ou clínica", esclarece o presidente da ABHA.

O tratamento do mau hálito pode ser multidisciplinar, mas, como cerca de 90% dos casos são de origem bucal, o primeiro profissional que deve ser procurado para o diagnóstico e possível tratamento é o dentista. Quando se constata que a origem pode ser devido a outras doenças, o odontologista poderá direcionar o paciente a outras especialidades médicas para realizar o tratamento de forma conjunta.

Dicas para se evitar o mau hálito:

  • Alimentar-se em intervalos regulares para não ficar em jejum por muito tempo

  • Tomar dois litros de água e/ou sucos naturais por dia

  • Evitar a ingestão de café, refrigerante e chá preto. As bebidas são ricas em cafeína, substância que contribui para deixar a boca seca

  • Fazer uma atividade física regular. Os exercícios, principalmente aeróbicos, ajudam a combater causas comuns da diminuição de saliva, que são estresse, ansiedade e tensão

  • Comer em menor quantidade alimentos ricos em enxofre, gorduras e proteínas

  • Ingerir frutas ácidas, como laranja, abacaxi, morango, kiwi, maçã e maracujá, para estimular a salivação e promover a autolimpeza da língua

  • Mascar chicletes ou chupar balas para ajudar na formação de saliva, e não para mascarar o hálito

  • Ficar atento ao funcionamento do intestino, pois a prisão de ventre é fator que causa halitose

  • Fazer a correta higiene bucal depois das refeições. A recomendação é passar o fio dental, escovar os dentes e usar o limpador de língua. Escovar a língua apenas sacode as bactérias, mas não consegue eliminá-las

  • Usar escovas macias, que devem ser trocadas quando as cerdas se abrem (em média, elas duram três meses)

  • Optar por pastas de dente que não contenham lauril sulfato de sódio, substância que dá espuma, mas resseca muito a boca

  • Não usar enxaguantes bucais com álcool, já que eles deixam a boca mais seca e pioram o hálito

  • Visitar o dentista a cada seis meses

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