Calor é um perigo para os idosos

Segundo especialista, na terceira idade, a sensação de sede é menor e o risco de desidratação aumenta

por Da redação com assessorias 14/10/2014 14:26

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Marcos Santos/USP Imagens/Divulgação
Os idosos são mais propensos à desidratação, e a ingestão de líquidos é essencial nesta época do ano, além de evitar o sol nos horários mais quentes (foto: Marcos Santos/USP Imagens/Divulgação)
Ao contrário do que se espera da primavera, época do ano em que o clima costuma ser mais agradável, as altas temperaturas das últimas semanas têm deixado a população em estado de alerta. Tradicionalmente, os idosos costumam ser os mais afetados por esse clima – além, claro, de crianças e bebês –, sobretudo em regiões em que falta há carência de chuva há meses.

"Em um dia mais quente, caso não ocorra uma ingestão adequada de água, a desidratação será mais intensa na terceira idade", explica Rossana Maria Russo Funari, geriatra do complexo hospitalar Edmundo Vasconcelos. A médica ainda lembra que a percepção de temperatura nessa faixa etária pode ser alterada, o que requer cuidados extras. "Nos mais idosos, existe uma menor noção do calor devido à queda do metabolismo e, principalmente, devido ao mecanismo da sede, que é alterado". Isso faz com que a população nessa idade tome menos líquidos do que os adultos e os jovens.

Além da desidratação, que pode ocasionar alterações de eletrólitos, sobretudo de sódio, que leva à confusão mental, queda de pressão e até desmaio, outras consequências devem ser consideradas. "As doenças intestinais são comuns, pois os alimentos se deterioram rápido e pode haver intoxicação alimentar e, por sua vez, diarreias e vômitos que são muito perigosas para o idoso".

Como forma de prevenção, Rossana Funari recomenda a ingesta de um litro e meio a dois, por dia, caso não haja restrição clínica. Além disso, é preciso orientar os mais velhos a usar roupas leves, evitar sair de casa na hora do almoço – quando a temperatura está mais elevada –, e ingerir alimentos mais leves.

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