Quase metade das rodovias do Brasil apresenta problema

A Confederação Nacional dos Transportes avaliou toda a extensão da malha rodoviária brasileira, e 44,7% dela se encontra com a pavimentação desgastada

por Da redação com assessorias 17/10/2014 10:36

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Carlos Vieira/CB/D.A Press
Em Minas Gerais, rodovias como a BR-040, se encontram com a condição geral considerada regular, segundo a pesquisa da CNT (foto: Carlos Vieira/CB/D.A Press)


Praticamente a metade (49,9%) do pavimento das rodovias brasileiras apresenta algum tipo de deficiência. Isso é o que mostra a pesquisa Rodovias 2014, realizada pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT). Grande parte da malha rodoviária do Brasil foi classificada como regular, ruim ou péssimo, por apresentar buracos, trincas, afundamentos, ondulações, entre outros problemas. Em relação à superfície do pavimento, 44,7% da extensão pesquisada está desgastada. A pesquisa avaliou 98.475 km, que correspondem a toda a malha federal pavimentada e aos principais trechos estaduais.

Nesse último ano, aumentou o número de pontos críticos, passando de 250 (em 2013) para 289 (em 2014). Quedas de barreira, pontes caídas, erosões na pista e buracos grandes são considerados pontos críticos. "A situação do sistema rodoviário brasileiro continua grave, comprometendo a segurança das pessoas, tanto de motoristas, como de passageiros e pedestres. É cada vez maior o número de mortes e de acidentes. Essa situação também compromete a logística, devido ao elevado custo do transporte, tornando o país menos competitivo", afirma Clésio Andrade, presidente da CNT.

Em 2013, 8.551 pessoas morreram em cerca de 186 mil acidentes nas rodovias federais do país. "As condições gerais ruins das rodovias aumentam os riscos e muitas vidas poderiam ser poupadas, caso as rodovias oferecessem uma melhor infraestrutura. Com certeza, seriam 90 mil acidentes a menos e 4.000 mortes a menos", completa Clésio.

Além do risco à vida das pessoas, os problemas nas rodovias "contribuem para aumentar os custos de operação e o tempo de viagem, afetando tanto o transporte de cargas como o de passageiros", como explica o presidente da CNT. De acordo com o estudo, o acréscimo médio do custo operacional devido à qualidade do pavimento das rodovias brasileiras é de 26%. Se considerar a região Norte, onde há ainda maiores deficiências na malha, esse índice sobe para 37,6%.

Nem o sudeste, região mais rica do país e com o maior número de rodovias (47.370 km), foge à regra. Segundo a CNT, 44,3% das vias dos quatro estados se encontram na condição ruim ou péssima. E o maior problema é a geometria, ou seja, a distância que o motorista tem da extensão da pista, bem como a velocidade máxima que ela prevê.

Em Minas Gerais, que possui a maior malha rodoviária no país,  com 21.972 km, é cortada por 10.818 km de rodovias federais, que se encontram, em sua maioria, numa situação considerada regular. É o caso de importantes vias, como a BR-040, a BR-116, a BR-262, a BR-356 e a BR-381.

Confira abaixo a situação de cada rodovia federal que passa por Minas:

CNT/Divulgação
(foto: CNT/Divulgação)


Nas tabelas abaixo podemos conferir as condições gerais da malha rodoviária brasileira, avaliada pela CNT:

CNT/Divulgação
(foto: CNT/Divulgação)

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