Brasil cria nova medida para frear o ebola

Passageiros que desembarcarem em aeroportos terão a temperatura medida, para afastar o risco da doença. Infectologista ouvido pela Encontro afasta a chance de surto do vírus no país

por João Paulo Martins 31/10/2014 15:50

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Morgana Wingard/USAID/Divulgação
Guiné, Serra Leoa e Libéria já registraram quase 5 mil mortos pelo ebola. Número de infectados chega a mais de 10 mil (foto: Morgana Wingard/USAID/Divulgação)
O Brasil passará a medir a temperatura de passageiros que chegam ao país prevenientes da Guiné, de Serra Leoa e da Libéria, numa tentativa de identificar casos suspeitos de ebola. A medida foi anunciada pelo ministro da Saúde, Arthur Chioro, e já está sendo implementada desde as 5h de setxa (31/11) no aeroporto internacional de Guarulhos.

De acordo com o ministério, um cartaz de aviso no próprio aeroporto vai orientar os passageiros a se identificar ao oficial de imigração no momento do controle de passaportes. Em seguida, eles serão encaminhados para uma entrevista no posto da Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Além de ter a temperatura aferida por meio de uma pistola, quem estiver vindo dos três países que possuem surto de ebola vão receber um panfleto com informações sobre sintomas da doença e com orientações a respeito do serviço de saúde brasileiro.

A expectativa do governo é que esse monitoramento, feito inicialmente no aeroporto de Guarulhos, seja estendido aos demais aeroportos que recebem passageiros oriundos da Guiné, de Serra Leoa e da Libéria até o final de novembro. A lista inclui o aeroporto do Galeão (Rio de Janeiro), o de Viracopos (Campinas), o de Brasília, o de Fortaleza e o de Salvador. Não há voos diretos entre o Brasil e os países afetados pela epidemia de ebola na África Ocidental.

"Com o aumento do número de casos na África e como a doença pode demorar até 21 dias para se manifestar, é possível sua ocorrência em qualquer país do mundo", diz o infectologista Adelino de Melo Freire Jr., especialista em medicina de viagem. Ele lembra que nosso país está preparado para receber possíveis infectados. "Existe um plano de contingência para evitar que a doença se espalhe, e permite que os casos suspeitos sejam devidamente manejados de forma a evitar novos contágios", completa.

Sobre Belo Horizonte, já que o aeroporto internacional de Confins não consta da lista do Ministério da Saúde, o médico diz que o hospital Eduardo de Menezes, que faz parte da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais, é especializado em doenças infecciosas e referência para o atendimento inicial de doentes com ebola. "A chance de um surto da doença no Brasil é bastante remota", afirma.

A boa notícia para nosso país se deve às melhorias no saneamento básico, já que a transmissão do ebola se dá por meio de fluidos corporais, como sangue, suor e urina. "Ele não é transmitido por via respiratória, como a gripe. O que limita muito sua capacidade de disseminação", explica o infectologista Adelino Freire Jr.

(com Agência Brasil)

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