Suspensão do atacante Jô gera uma dúvida: por quê o jogador se torna indisciplinado?

Além do jogador do Galo, Adriano e Jóbson são outros exemplos de craques que comprometeram suas carreiras por conta de atitudes consideradas antiprofissionais

por Marcelo Fraga 06/11/2014 09:17

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Rodrigo Clemente/EM/D.A Press
O diretor de futebol do Atlético Mineiro, Eduardo Maluf, convoca a imprensa para anunciar que três jogadores foram barrados e encaminhados para o departamento jurídico, por indisciplina (foto: Rodrigo Clemente/EM/D.A Press)
Na segunda-feira (3/11) o Atlético Mineiro anunciou o afastamento de três atletas do seu elenco. Os jogadores Emerson da Conceição (lateral-esquerda), André (atacante) e Jô (atacante) foram colocados à disposição do departamento jurídico do clube após a partida contra o Atlético-PR, na cidade de Curitiba, no Paraná. O diretor de futebol Eduardo Maluf disse, em entrevista coletiva, na terça-feira (4/11), que os atletas teriam cometido um ato de indisciplina no hotel onde o Galo ficou hospedado na capital paranaense – de acordo com a diretoria do clube existe um vídeo que comprova essa informação.

Márcia Feitosa/Vipcomm
O atacante Adriano, ex-Flamengo, é um grande exemplo de como a carreira profissional pode ser destruída pela indisciplina (foto: Márcia Feitosa/Vipcomm)
Apesar de o dirigente não revelar qual foi a atitude que levou ao afastamento dos atletas, a decisão surpreendeu a torcida e a imprensa, uma vez que entre os jogadores afastados está o atacante Jô, que foi o artilheiro da Copa Libertadores do ano passado, e chegou a ser convocado pelo técnico Luiz Felipe Scolari para a Copa do Mundo de 2014. Valorizado no mercado do futebol, ele repete os mesmos erros de outros jogadores com carreiras promissoras, como Adriano (ex-Flamengo e ex-Inter de Milão) e Jóbson (ex-Botafogo), que também se envolveram em atos de indisciplina e comprometeram seus futuros profissionais.

A explicação para esses casos pode estar na vida que esses jogadores tiveram antes da fama, segundo o psicólogo Gilberto Diniz. "Muitos desses atletas tiveram uma infância muito pobre. O futebol proporcionou a eles dinheiro e fama, o que os leva a cometer excessos de todas as naturezas para, de alguma forma, compensar tudo que não puderam ter anteriormente", analisa. O especialista explica que as pessoas possuem, por natureza, um sentimento de falta e, muitas vezes, tentam suprir isso com comportamentos inadequados, como o consumismo e o individualismo.

Ainda segundo Gilberto Diniz, o mundo milionário do futebol dá aos atletas a sensação de poder e independência, o que, de acordo com ele, é uma mistura perigosa: "Muitos jogadores de futebol usam seu poder financeiro para conseguir tudo o que desejam e acabam esquecendo que algumas atitudes não condizem com a vida profissional, e podem destruir suas carreiras".

Para o psicólogo, o que pode ajudar esses atletas é contar com alguém que possa orientá-los e mostrar o quanto é importante ter um projeto de vida para se seguir.

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