A gravidez deve ser considerada um período de 12 meses, segundo especialista

Muito além do pré-natal: cuidados com a saúde da gestante devem começar antes da concepção, para que a gestação seja tranquila e traga menos riscos para a saúde da mulher e da criança

por Fernanda Nazaré 08/11/2014 09:33

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O ginecologista Carlos Nunes Senra: "Às vezes, a paciente tem uma doença que nem sabe, ainda, como toxoplasmose, sífilis, HIV ou infecção urinária" (foto: Pixabay)
Nem sempre é possível planejar, mas quem pretende, um dia, ser mãe, deve se preparar três meses antes da concepção. "Toda mulher deve pensar que a gravidez começa antes da fecundação. Ao invés de nove meses, ela dura 12. O ideal é fazer um tratamento de pré-concepção, assim como se faz o pré-natal", afirma o ginecologista Carlos Nunes Senra, diretor da maternidade Odete Valadares.

A consulta a um ginecologista ou obstetra antes de se pensar em engravidar é importante para que seja feito o rastreamento de doenças que podem surgir durante a gravidez. De acordo com Senra, a diabetes gestacional ou até mesmo algumas infecções podem ser prevenidas. Além disso, o peso, a alimentação e o estilo de vida da futura mamãe são avaliados. "Às vezes, a paciente tem uma doença que nem sabe, ainda, como toxoplasmose, sífilis, HIV ou infecção urinária. Também pode ser feita uma prevenção, atualizando a tabela de vacinação, especialmente contra a rubéola e o tétano", explica o ginecologista. Outra recomendação é a ingestão antecipada de ácido fólico, para prevenir má formação do bebê.

Para o papai

A futura mamãe deve passar por vários testes, como o de sangue para medir a hemoglobina, de urina, de fezes, ultrassom dos ovários e preventivo de câncer do colo do útero. Mas, o futuro pai também deve fazer exame de classificação sanguínea: para saber a compatibilidade do fator RH. É importante verificar se seu sangue é negativo ou positivo, para combiná-lo com o da esposa. Assim, é possível evitar que os anticorpos da mulher ataquem o bebê, durante a gestação e mesmo na hora do parto. "Se a mulher engravidou antes de realizar esse exame, ele pode ser feito depois e acompanhado no pré-natal", explica Senra.

Nutrição

Antes mesmo da gravidez, o estado nutricional da mulher interfere no desenvolvimento do feto e no peso com que o bebê irá nascer. Da mesma forma que as deficiências nutricionais da mãe podem acarretar em um nascimento com peso abaixo do recomendado, o sobrepeso antes da gravidez predispõe a criança à obesidade, no futuro.

De acordo com a pediatra Túlia Fadel, um programa nutricional de mil dias está sendo recomendado pelos médicos, para se conseguir a boa alimentação da mãe e do bebê. "Começa no 280º dia de gestação e vai até a criança completar dois anos de idade. O programa tem o objetivo de suprir necessidades nutricionais e evitar problemas como a obesidade e outras doenças crônicas, como diabetes e asma", diz.

Ainda segundo a especialista, não há nenhuma restrição alimentar, apenas recomendações. "O ideal é se evitar bebidas alcoólicas e alimentos crus, que possam ter alto risco de contaminação, como o peixe. Por outro lado, frutos do mar são indispensáveis no cardápio, pois são fonte de ômega 3, que pode ser encontrado também em sardinhas e no atum, inclusive os vendidos em lata", explica Túlia Fadele.

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