Começa vacinação de gestantes contra coqueluche

A vacina faz parte do calendário nacional e ajuda a prevenir casos da doença em crianças menores de um ano

12/11/2014 14:55

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Wallace Martins/Esp. CB/D.A Press
A vacinação de gestantes contra coqueluche ajuda a proteger os recém-nascidos contra a doença - eles são maioria entre os casos (foto: Wallace Martins/Esp. CB/D.A Press)
As gestantes de todo o estado de Minas Gerais vão receber, a partir deste mês de novembro, um reforço na imunização contra coqueluche, difteria e tétano. A vacina adulto (dTpa) deve ser aplicada, preferencialmente, entre a 27ª e a 36ª semana de gestação (ou seja, entre o sétimo e o nono mês), podendo ser administrada até 20 dias antes da data provável do parto.

O objetivo da campanha de vacinação, segundo a secretaria de estado de Saúde, é proteger os recém-nascidos contra a coqueluche, nos primeiros meses de vida. Isso se deve ao aumento dos casos da doença em crianças menores de um ano de idade. Dados do Ministério da Saúde mostram que em 2013 foram registrados 6.368 casos de coqueluche e cerca de 70% deles acometeram essa faixa etária, sendo a maioria em bebês com menos de três meses de vida e que ainda não completaram o esquema vacinal contra a doença.

Em Minas, no mesmo ano, foram registrados 460 casos da doença, sendo 272 em crianças menores de um ano. Em 2014, até o momento, foram registrados 282 casos de coqueluche no estado, sendo 182 em bebês nessa faixa etária, o que equivale a 64,5% dos doentes.

Com a dose de reforço para as mães, a proteção dos bebês se dará por meio da transferência dos anticorpos maternos para o feto, através da placenta. As gestantes que moram em áreas de difícil acesso poderão receber a vacina a partir da 20ª semana, para que não percam a oportunidade da imunização.

As doses já estão disponíveis em todas as unidades básicas de saúde do estado.

Coqueluche

A doença é causada pela bactéria Bordetella pertussis. É altamente transmissível e ataca o aparelho respiratório (traqueia e brônquios), desencadeando uma inflamação nos pulmões. Os sintomas são tosse seca, que dura dez dias em crianças de até seis meses de idade e 14 dias ou mais para maiores de seis meses.

Além disso, podem surgir sintomas de tosse súbita e incontrolável, vômito pós-tosse, respiração ruidosa ao final de crise respiratória, coloração azulada da pele e mucosa, principalmente unhas e lábios, apneia, coriza e febre.

Geralmente a coqueluche não apresenta gravidade. No entanto, em bebês menores de seis meses, ainda não totalmente protegidos pela vacinação, podem ocorrer complicações respiratórias como pneumonia, e neurológicas como convulsões e surdez.

(com Agência Minas)

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