Pesquisa mostra que brasileiros são os mais propensos a mudar o hábito alimentar

Dos nove país americanos pesquisados, no Brasil, 89% dos entrevistados disseram que aceitariam trocar a forma como se alimentam atualmente

por Da redação com assessorias 14/11/2014 13:45

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Os brasileiros estão propensos a mudar o hábito alimentar, ao contrário dos mexicanos, em que metade dos entrevistas disse não aceitar a alteração (foto: Pixabay)
O sobrepeso é um grande problema que não para de crescer. Segundo a Organização Mundial da Saúde, desde 1980, a obesidade mais do que dobrou no mundo todo, sendo que 65% da população mundial vive em países em que o excesso de peso causa mais vítimas do que a desnutrição.

De acordo com a pesquisa Percepção e Realidade – Um Estudo sobre a Obesidade nas Américas, realizada entre agosto e setembro de 2014 com 10.786 entrevistados de nove países do continente (Argentina, Brasil, Canadá, Colômbia, Equador, Estados Unidos, México, Panamá e Peru), apesar de 75% dos cidadãos desejarem realizar mudanças na sua alimentação, apenas 19% conseguem fazer essas alterações com sucesso.

Os brasileiros são os mais dispostos: 89% mudariam seus hábitos alimentares. Os norte-americanos e canadenses aparecem na sequência, com 77% e 76%, respectivamente. Por outro lado, os mexicanos se mostram muito resistentes: 50% não querem mudar a maneira de se alimentar.

De acordo com o estudo, as mulheres têm uma percepção mais crítica de sua saúde do que os homens: 67% delas se declaram saudáveis, percentual que sobe para 72% entre os homens. Eles, entretanto, têm mais dificuldades para enfrentar os problemas relacionados ao sobrepeso do que elas: 40% dos homens declaram estar acima do peso, porém, de acordo com seu Índice de Massa Corporal (IMC), 52% têm sobrepeso. Entre as mulheres, as percepções se invertem: 46% dizem estar com sobrepeso, mas o cálculo do IMC mostra que, na realidade, 43% delas estão acima do peso.

"Os resultados refletem uma situação preocupante: a população das Américas está com excesso de peso, mas não reconhece claramente que isso pode ser um problema. Alguns até entendem que precisam mudar seus hábitos alimentares e praticar exercícios, mas poucos realmente tomam uma atitude e acabam colocando sua saúde e bem-estar em risco", diz Laure Castelnau, diretora executiva do Conecta, empresa responsável pelo teste no Brasil.

Outro aprendizado retratado pela pesquisa é que a atividade física não tem forte presença na América Latina. Enquanto no Canadá e nos Estados Unidos 68% da população pratica exercícios regularmente (duas vezes por semana ou mais), nos países latino-americanos o índice cai para 41%, sendo que 31% não fazem nenhuma atividade. Peruanos e panamenhos são os que menos se exercitam.

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