Escoteiros celebram 100 anos do movimento em Minas Gerais

Itamar Franco, Juscelino Kubitschek e José de Alencar são alguns dos membros mais famosos do escotismo no estado

por Fernanda Nazaré 14/11/2014 18:24

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Wimbledonguardian.co.uk/Reprodução
Baden Powell aparece cercado por escoteiros. Sabia que o sinal do escotismo, com três dedos esticados, representa a promessa escoteira (dever com Deus, a pátria, ajudar ao próximo e obedecer a lei escoteira)? (foto: Wimbledonguardian.co.uk/Reprodução)


"Minha família já está na terceira geração de escoteiros". É com esse orgulho que Adolfo Coimbra, de 57 anos, um dos diretores da União dos Escoteiros do Brasil em Minas Gerais, conta que ser escoteiro, desde criança, influenciou sua vida, a de seus filhos e, agora, de sua neta. Participando do movimento desde os 10 anos de idade, o funcionário público faz questão de frisar que todos os países democráticos do mundo têm grupos de escoteiros (ou seja, a exceção é Cuba, China e Coréia do Norte). Em Minas Gerais, o escotismo celebra 100 anos no próximo dia 24 de dezembro.

De acordo com Adolfo, nosso estado possui 105 grupos de escoteiros. Em Belo Horizonte, há cerca de três mil membros, em mais de 30 grupos. A cada quatro anos é realizado um encontro mundial, que costuma reunir 50 mil entusiastas do "adestramento" juvenil criado pelo militar inglês Robert Baden-Powell em 1907 – ele se baseou na disciplina repassada aos mais jovens em diversas culturas no mundo, incluindo os rígidos espartanos, na Grécia antiga.

Chamado de jamburi – em língua indígena significa "reunião de tribos" – o encontro do escotismo mundial também possui uma edição nacional. Além disso, há também o radioescotismo. São escoteiros que se comunicam com outros grupos interncionais por meio do sistema de radioamador. "Chamamos de 'jamburi no ar' pelo radioamador. Os escoteiros do mundo todo trocam experiências. A Unesco reconheceu nosso movimento como importante para a pregação da paz mundial e da preservação ambiental", conta o diretor regional da União dos Escoteiros do Brasil.

No Brasil, o escotismo chegou primeiro em São Paulo, em 1910 e, em Minas, o primeiro grupo foi aberto em 1914, no município de Rio Novo, na Zona da Mata mineira. "Infelizmente, a cidade que deu origem ao movimento não possui mais grupos. Como é uma atividade voluntária, muitos adultos não têm tempo de se dedicar, por causa da correria do dia a dia. Estamos tentando motivar os moradores", diz Adolfo Coimbra.

Heitor Antonio/Encontro Digital
Clique para ampliar e conhecer as fases do escotismo (foto: Heitor Antonio/Encontro Digital)


Vida de escoteiro

Você sabe o que significa o lenço no pescoço e as medalhas na roupa dos escoteiros? Cada grupo de escotismo possui uma cor específica, que é demonstrada no lenço. Assim como há uniforme nas escolas tradicionais, cada grupo é identificado por uma cor distinta. Já com relação às medalhas, os escoteiros as ganham por serviços prestados à comunidade.

As estrelas no uniforme, por sua vez, representam cada ano que se passa no movimento, e, para ganhá-las, é preciso gastar ao menos 65% de seu tempo com o escotismo.

A idade mínima para se participar de um grupo é seis anos. Porém, mesmo quem não foi escoteiro na infância ainda pode ser membro, e, para tal, deve fazer os cursos de introdução às práticas do escotismo.

Desde os primeiros anos no movimento, os escoteiros têm contato com cinco áreas do conhecimento: cultura, esporte, escotismo, serviços e tecnologia. A intenção é colocar em prática o que se aprende na escola tradicional, como trabalhar em equipe, saber mostrar um ponto de vista e aprender a ganhar e perder. Os jovens também adquirem técnicas de primeiros socorros e de resgate, a partir de uma parceria com o Corpo de Bombeiros de cada estado.

A maior honra para um escoteiro é receber o tapir de prata, simbolizado, no Brasil, pela anta – em cada país é escolhido um animal típico de sua fauna. No nosso caso, o tapir (em inglês) corresponde ao maior mamífero silvestre brasileiro. Já o uso da prata faz parte da ideologia do movimento, ou seja, "ninguém é de ouro, sempre há algo para melhorar". Atualmente, em Minas Gerais, há seis membros com tal honraria.

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