Inmetro testa os manuais dos medidores de glicose

Das 15 marcas avaliadas, 13 tiveram desempenho regular, segundo o instituto de verificação

por Da redação com assessorias 17/11/2014 18:15

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Apesar de terem sido considerados satisfatórios, os manuais dos glicosímetros pecam por não instruir o usuário sobre o descarte dos mateirais (foto: Pixabay)
Segundo a International Diabetes Federation (IDF), existem cerca de 12 milhões de diabéticos no Brasil, na faixa etária entre 20 e 79 anos. Desses, uma parte é insulino-dependentes, ou seja, faz uso de insulina, para manter seu índice glicêmico normal. Para este paciente, é muito importante checar adequadamente o nível de açúcar no sangue para determinar se será preciso fazer uso da insulina. Diante da relevância do tema, o Inmetro decidiu avaliar, juntamente com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, os manuais de instrução de uso de 15 glicosímetros – aparelhos que medem a taxa de glicose no sangue.

Foram verificadas a estrutura das informações (data de fabricação ou expiração, de publicação das instruções, sequência cronológica de uso, entre outros); estruturação da escrita (instruções sobre segurança, explicações de termos técnicos indispensáveis); legibilidade da informação (formatação da letra, contraste); e princípios genéricos (instruções que permitam o uso correto do produto, fornecer mensagens sobre o meio ambiente). Treze marcas tiveram os manuais de seus kit's classificados como regular e duas como satisfatório. Nenhum produto teve o manual considerado insatisfatório.

"Os resultados demonstram o quanto saber usar o equipamento é importante para quem precisa testar diariamente o nível de açúcar no sangue. Além de evidenciar que o usuário deve buscar o máximo de conhecimento sobre o aparelho e seus respectivos acessórios, que podem ser vendidos separadamente, para evitar possíveis erros na hora de medir a glicose", destaca André Luis Santos, chefe da Divisão de Orientação e Incentivo à Qualidade do Inmetro.

Para a análise, o instituto contou com o laboratório Interface, do centro de Ciências Humanas, Letras e Artes do departamento de Economia Doméstica da Universidade Federal de Viçosa, em Minas Gerais, que desenvolveu uma pesquisa com 75 voluntários, divididos entre portadores e não portadores de diabetes. "Os pacientes mostraram muitas dificuldades, enfrentando obstáculos para executar desde tarefas simples, desde conferir os itens da embalagem até as mais complexas, como medir, monitorar e comparar os índices glicêmicos", afirma André Luis.

O descarte do produto foi o item com o desempenho mais preocupante: nove glicosímetros não indicavam no manual como realizar esse procedimento. "É um ponto crítico, uma vez que trata da manipulação de material biológico, com vestígios de sangue, e que também inclui partes perfuro cortantes", comenta o técnico do Inmetro.

Diante das análises, o instituto encaminhou para os fabricantes os resultados, que reconheceram a importância e se comprometeram a elaborar propostas de melhoria para os manuais dos glicosímetros e seus acessórios por meio do plano de ações solicitado pela Anvisa, órgão regulamentador do produto.

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