Atletas devem ter cuidado com exercícios de alta performance

De acordo com cardiologista, os exames preventivos são essenciais para se evitar problemas cardíacos, incluindo a chamada morte súbita

por Da redação com assessorias 18/11/2014 16:04

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O cardiologista Bruno Valdigem recomenda exames aos atletas: "O mais indicado é incluir anamnese, histórico familiar e pessoal, exame físico, eletrocardiograma e um screening" (foto: Pixabay)
Sabemos que a carga de exercício e de esforço físico a que um atleta profissional se submete é muito maior do que a de uma pessoa comum. Por isso, a avaliação médica deve ser mais completa, com exames que avaliem uma eventual presença de risco ou detecte alguma doença silenciosa. "O atleta pode ter uma arritmia cardíaca que, se não diagnosticada, oferece riscos maiores, como morte súbita, seja durante a prática da atividade ou não", explica o cardiologista Bruno Valdigem, da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC).

Segundo recomendações brasileiras e internacionais, as avaliações pré-participação em eventos esportivos determinam que o exame clínico deverá ser acompanhado de eletrocardiograma de 12 derivações, para identificar maior risco de morte súbita. As diretrizes da Sociedade Brasileira de Cardiologia determinam que esse exame seja obrigatório numa primeira consulta cardiológica.

Outros métodos de diagnóstico com maior eficácia também são importantes, como exame de screening – rastreamento de risco cardíaco. "De forma completa, o mais indicado é incluir anamnese, histórico familiar e pessoal, exame físico, eletrocardiograma e um screening. Dessa forma, teremos uma avaliação muito mais detalhada", explica o médico.

O teste de screening, ou rastreamento, é um dos mais indicados para atletas de alta performance, pois pode identificar doenças não reconhecidas ou pronunciadas anteriormente, em pacientes assintomáticos. "Acredito que o país mais evoluído em relação ao teste de screening pré-participação esportiva é a Itália, onde estão os maiores grupos que estudam atletas. O Brasil evoluiu muito nos últimos anos e a área de medicina esportiva ganhou vários estudiosos, entre eles cardiologistas que se dedicam às alterações cardíacas em atletas", diz Bruno Valdigem.

Durante o esforço físico, os níveis de adrenalina e a demanda de oxigênio no miocárdio aumentam muito. Isso pode ser facilitador de arritmias cardíacas e também precipitar isquemia de coronárias (angina) ou ruptura de uma placa de gordura dentro de uma artéria coronariana, o que pode causar o infarto. "Algumas arritmias cardíacas e doenças congênitas do coração podem não ser detectadas até a idade adulta pela ausência de sintomas. Assim, o exame médico pode diagnosticar uma doença silenciosa", diz o cardiologista da SBC.

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