Senador defende a produção de remédios à base de maconha

Segundo Cristovam Buarque, o uso medicinal da erva - por meio do princípio ativo canabidiol - tem de ser regulamentado imediatamente

20/11/2014 10:36

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Pixabay
O canabidiol proveniente da folha da maconha pode ser usado no tratamento de doenças sérias como a epilepsia (foto: Pixabay)
Ainda continua a discussão sobre o uso do canabidiol – proveniente da Cannabis sativa (maconha) – no tratamento de doenças, como a epilepsia. O senador Cristovam Buarque (PDT-DF), relator da sugestão popular que propõe a regulamentação do uso da maconha, decidiu sugerir a criação de uma subcomissão para continuar o debate sobre o tema. Ele ressaltou, porém, que já se convenceu da necessidade de se liberar o uso de medicamentos baseados em derivados da maconha.

"O uso medicinal sob a forma de remédio tem de ser regulamentado imediatamente. Não se justifica deixar centenas, milhares de pessoas sofrendo, sabendo que há um remédio disponível e que as pessoas não têm acesso porque tem uma proibição", diz o senador.

Apesar disso, Cristovam conta que ainda não se sente seguro para apresentar, em seu nome, um projeto sobre o uso da maconha em forma de remédios. Ele chegou a encomendar à consultoria legislativa do Senado um projeto sobre o tema, que deve ser encaminhado à comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa. Quanto ao uso medicinal da maconha in natura, Cristovam diz que ainda precisa haver mais debate.

Uso recreativo

O senador também defendeu um debate mais aprofundado sobre o uso recreativo da maconha. A possibilidade de a erva induzir a doenças como a esquizofrenia e um eventual aumento do consumo e mesmo ao tráfico, com sua liberação, são pontos que o preocupam. Esses temas foram abordados na série de audiências realizada pela comissão do Senado nos últimos meses.

"Todas as audiências que eu fiz, e foram muitas, não me deixaram seguro de que a liberação não aumentaria o consumo. Também não fiquei seguro sobre se, de fato, diminuiria o tráfico geral ou apenas o tráfico migraria para outras drogas", explica Cristovam, que também afirmou ter dúvidas sobre como a opinião pública avalia a questão.

Ele reconheceu que existem muitos grupos de pressão preocupados em influenciar uma decisão sobre a regulamentação da maconha. Além do lobby de religiosos, contra a liberação, donos de clínicas temeriam que as famílias parem de levar os usuários para tratamento. "Ninguém leva para a clínica psiquiátrica o menino que foi pego fumando um cigarro no banheiro. Maconha ainda leva para a clínica", pondera.

(com Agência Senado)

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