Qual a diferença entre usuários e pacientes que usam remédios à base de drogas?

Segundo especialista, a lei trata os dois usos da mesma forma. Portanto, é preciso um diagnóstico profissional para se distinguir os usuários dessas substâncias

por Da redação com assessorias 04/12/2014 16:47

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Morfina, soníferos e o polêmico canabidiol são exemplos de substâncias lícitas e ilícitas que são usadas por pacientes, mas que também podem viciar (foto: Pixabay)
Ultimanente uma palavra está em moda na mídia: canabidiol. Essa substância, retirada da Cannabis sativa, a maconha, é indicada para tratamento de doenças ligadas ao sistema nervoso, como o Mal de Alzheimer e epilepsia. Neste caso, trata-se de um composto vinculado a um entorpecente, mas e no caso de outros que levam ao mesmo efeito, sendo, inclusive, descobertos em testes toxicológicos?

De acordo com Cristina Pisaneschi, especialista em testes toxicológicos da Chromatox, não existem drogas leves ou pesadas. "Do ponto de vista legal, não existem diferenças, apenas a classificação de lícitas ou ilícitas". Ela explica que muitas pessoas utilizam substâncias que podem ser consideradas drogas, como os canabinóides e a própria morfina, sem se tornarem dependentes. "Não é possível, no entanto, diferenciar o uso terapêutico do uso ilícito dos canabinóides, mas a pessoa que faz uso terapêutico deve ter uma indicação médica que mostre a prescrição para a empresa onde trabalha, caso eles peçam testes toxicológicos. Neste caso, o funcionário deverá apresentar a indicação médica da mesma forma como ocorre com outros medicamentos, como a codeína", explica.

No caso das análises, principalmente em cabelos, Cristina explica que há sempre a necessidade de um médico especializado no assunto ou o toxicologista do laboratório para interpretar o resultado, sob o do ponto de vista clínico. Só ele pode emitir um relatório negativo para uma análise positiva para substâncias entorpecentes, ou, então, o toxicologista do laboratório por meio das informações fornecidas pelo doador no momento da amostragem (por exemplo: medicação prévia).

Tipos

As drogas podem ser definidas como substâncias naturais ou não. Conhecidas como narcóticos ou entorpecentes, causam dependência química em sua maioria. O Centro Brasileiro de Informações sobre as Drogas Psicotrópicas classifica as drogas em três grupos: estimulantes, depressoras e alucinógenas.

Entenda os três tipos de entorpecentes mais comuns:

  • Estimulantes: também chamadas de anfetaminas, possuem efeito estimado de quatro horas, trazem sensação de euforia, força, insônia, e causam dependência. Entre as drogas mais conhecidas deste grupo têm-se a cocaína e o crack

  • Álcool, soníferos, heroína e morfina: são as drogas depressivas mais conhecidas; retardam o funcionamento do organismo, deixando assim o metabolismo mais lento. Estas drogas causam perturbação mental, irritabilidade e geram dependência química em pouco tempo

  • Alucinógenas: provocam delírios, e alucinações, além de dificultar a função mental. As mais conhecidas são: maconha haxixe, LSD e ecstasy

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