Pampulha oficializa candidatura a Patrimônio Mundial da Humanidade

No dia do aniversário de Belo Horizonte, 12 de dezembro, o prefeito Marcio Lacerda vai entregar um dossiê sobre conjunto arquitetônico e paisagístico de Niemeyer, formalizando, assim, a candidatura do cartão-postal mineiro junto à Unesco

por Da redação com assessorias 09/12/2014 12:31

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Após a oficialização da candidatura no dia 12 e da visita de uma comissão avaliadora, em 2015, complexo arquitetônico da Pampulha poderá se tornar Patrimônio Mundial da Humanidade em 2016 (foto: Pixabay)
conjunto arquitetônico e paisagístico modernista da lagoa da Pampulha será anunciado oficialmente como candidato à inscrição na lista do Patrimônio Mundial da Unesco. O anúncio será feito pelo prefeito Marcio Lacerda, no dia do aniversário de Belo Horizonte, 12 de dezembro, no Museu de Arte da Pampulha. Na ocasião, a prefeitura irá entregar a Jurema Machado, presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), o dossiê da candidatura do cartão-postal de BH e a marca que simbolizará a campanha pelo título.

O documento que será apresentado ao Comitê do Patrimônio Mundial traz um levantamento completo sobre os aspectos relevantes do conjunto arquitetônico da Pampulha, legitimando sua importância como patrimônio cultural moderno para o mundo.

Após a entrega oficial do dossiê, ainda será realizada uma visita de avaliação do local, em 2015, por um especialista indicado pelo Conselho Internacional de Monumentos e Sítios, órgão vinculado ao secretariado da Convenção do Patrimônio Mundial da Unesco. Em seguida, em 2016, um parecer técnico conclusivo feito por uma comissão avaliadora de técnicos da entidade internacional será encaminhado ao Comitê do Patrimônio Mundial, que decidirá se concede ou não o título ao complexo da Pampulha.

Modernismo

A igreja de São Francisco de Assis, a Casa de Baile, o Iate Tênis Clube, o cassino (atual Museu de Arte da Pampulha) e a Casa Kubitscheck compõem o conjunto arquitetônico e paisagístico inaugurado na região da Pampulha em 1943, durante a gestão de Juscelino Kubitscheck como prefeito de Belo Horizonte.

O complexo teve como projetista o arquiteto Oscar Niemeyer, e inclui o paisagismo de Roberto Burle Marx, os painéis de Cândido Portinari e as esculturas de Alfredo Ceschiatti. A igreja de São Francisco de Assis, incluindo suas obras de arte, tombada em 1947, destaca-se como o primeiro monumento moderno a receber proteção federal no país. O Iphan tombou todo o conjunto em 1997.

As formas curvas e as qualidades plásticas do concreto armado que compõem as construções da Pampulha representam a materialidade de um momento histórico para a arte e a arquitetura brasileiras, o movimento modernista.

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