Filhos influenciam compras de Natal

Especialistas recomendam que respeitar o desejo dos filhos na hora de comprar presentes é importante, mas isso não deve camuflar a realidade financeira da família

por Da redação com assessorias 19/12/2014 19:49

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Os especialistas são unânimes em afirmar que experiências de frustração na infância são imprescindíveis para que a criança, desde cedo, aprenda a lidar com situações difíceis da vida (foto: Pixabay)
O Natal chegou e todos aguardam ansiosamente pelas festas de fim de ano e pela troca de presentes durante a ceia, principalmente as crianças. Um estudo encomendado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pelo portal de educação financeira 'Meu Bolso Feliz' revelou um dado curioso. Quase na metade dos casos, a escolha do presente é diretamente influenciada pelos filhos (49%). Outro dado mostra que 35% dos pais entrevistados disseram que a decisão é feita em conjunto com os filhos e ainda, 14% confessaram que é a criança é quem decide sozinha o presente que irá ganhar na data.

O educador financeiro José Vignoli concorda que ao presentear o filho, seja no Natal ou em outra data festiva, como aniversário e Dia das Crianças, é importante ouvir quais são seus desejos. No entanto, é dever dos pais avaliar o que é possível ser comprado dentro das limitações orçamentárias de cada família. "Os pais precisam ter a sensibilidade de saber o que os filhos desejam para tentar chegar o mais próximo possível daquilo que a criança quer ganhar, mas que ao mesmo tempo eles tenham condições de pagar", afirma Vignoli.

Frustração

E quando o presente não agrada ao filho? A pesquisa mostrou que em 51% dos casos os pais prometem um novo presente em outra ocasião. Em 30% dos casos os pais relataram que os filhos ficam tristes e frustrados, porém logo se esquecem do pedido ou não pedem outro presente. Apenas 3% dos pais ouvidos no levantamento admitem que em situações assim seus filhos geralmente choram e fazem birra por não receber o presente desejado.  É natural as crianças pedirem diversos presentes, ainda mais no convívio com amigos na escola, primos e outros coleguinhas da mesma idade, além dos estímulos da propaganda. No entanto, o 'não' como resposta precisa ser assimilado pelos filhos, dizem os especialistas.

Os especialistas são unânimes em afirmar que experiências de frustração na infância são imprescindíveis para que a criança, desde cedo, aprenda a lidar com situações difíceis e de desconforto. "A frustração é uma necessidade do desenvolvimento infantil. É importante que a criança reconheça o valor do dinheiro desde cedo e entenda que os pais se esforçaram para que ela tenha acesso a coisas mais importantes", diz a psicóloga Maria Tereza Maldonado. Ela recomenda que os pais conversem abertamente com as crianças. "O pai que satisfaz todas as vontades dos filhos camuflando a realidade financeira da família está desenvolvendo jovens sem limites que podem acumular, ao longo da vida, muitas frustrações para lidar com privações. Já aqueles que falam de maneira transparente e dão bons exemplos, conseguem criar adultos preparados financeiramente para superar as dificuldades impostas pela vida", diz Maria Teresa.

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