Saiba como preservar a memória de curto prazo

A prática de atividades físicas intensifica nossa capacidade cognitiva e retarda o envelhecimento do cérebro

por Da redação com assessorias 02/01/2015 07:59

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A manutenção de hábitos saudáveis, como a prática de exercícios físicos três vezes por semana, ajuda no bom funcionamento do cérebro (foto: Pixabay)
Com o acúmulo de atividades e responsabilidades, ter uma boa memória se torna cada vez mais raro. De fato, a memória é uma das nossas funções cognitivas mais importantes e serve para arquivar experiências e informações adquiridas ao longo da vida. A perda de memória patológica acomete, principalmente, a de curto prazo, aquela que usamos para nos lembrar de algo recente. Quando ela é afetada, o paciente tende a repetir as mesmas perguntas que foram respondidas pouco tempo atrás. Mas o que é preciso fazer para preservá-la?

A neuropsicologia, que estuda a memória, ainda é muito nebulosa. Mas estudos mostram que os bons hábitos de vida são verdadeiros aliados da boa memória. Entre eles, a prática de atividade física aeróbica, pelo menos, três vezes na semana. O exercício intensifica a capacidade cognitiva, de atenção e concentração. Outro fator muito importante é o sono. Noites maldormidas interferem muito na manutenção da memória, já que ela é consolidada nesse período. O tabagismo e o uso frequente de álcool também são prejudiciais, pois provocam um envelhecimento cerebral precoce.

Para o neuropsicólogo Fábio Resler, o uso de medicamento para melhorar a memória é ainda muito controverso. "Uma pesquisa recente indicou que o uso de donepezila, medicação utilizada para o mal de Alzheimer, aumenta a capacidade da memória de portadores da síndrome de Down. Isso aumentou o consumo do medicamento pelos universitários norte-americanos. No entanto, não há comprovação científica que mostre a sua eficácia em pessoas que não possuem a síndrome. Alguns fitoterápicos, como ginko biloba, parecem melhorar o fluxo sanguíneo cerebral, beneficiando, indiretamente, a memória", explica.

Vale citar outras boas dicas que podem melhorar significativamente a memória e a atividade cognitiva, como a leitura, o aprendizado de novas línguas, a prática de exercícios matemáticos e a constante sociabilização. "Certamente, esses são hábitos importantes também para retardar o surgimento de demências comuns à idade avançada, acima dos 65 anos”, diz o especialista.

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