O que fazer quando a criança dá ataque de birra?

Especialistas falam que nessa hora, o melhor mesmo é conversar com o filho. Punição é a pior escolha dos pais

06/01/2015 15:18

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

CORREÇÃO:

Preencha todos os campos.
Pixabay
A psicanalista Luzinete Carvalho dá dica para ajudar a evitar birras: "Crie o hábito de conversar com o seu bebê desde cedo e quando você falar ele vai ouvir" (foto: Pixabay)
Basta dizer que não vai comprar o que a criança quer, que está na hora de dormir, pedir que pare de jogar, ou que divida o  brinquedo com o irmão e pronto! Choro, grito, cara feia, bateção de pés, rolamento no chão e objetos voando pelos ares.  O constrangimento dos pais é ainda maior quando os ataques são em público.

O famoso “cantinho do pensamento” é a técnica usada pela assistente administrativa Flávia Coutinho. A mãe de Artur, 5 anos, Sofhia, 4, e Cristiano, de 1 ano e 4 meses, afirma que o castigo é a melhor forma de corrigir um costume ruim. Segundo ela, até o caçula se manifesta dessa maneira. "Às vezes ele quer objetos que vão machucá-lo. Se troco por um que não agrada, faz o maior berreiro. Eu o deixo chorar", confessa.

Para a psicóloga Gabriella Ciardullo, a birra é a maneira que as crianças encontram de testar os limites tantos dos adultos, quanto das outras crianças, porque ainda não sabem argumentar. Na concepção dela, se os pais cederem às vontades dos filhos, eles vão entender que o choro é uma maneira de conseguir o que querem. O tempo de reflexão, na opinião da profissional, é essencial. “Pergunte se ela pensou no erro que cometeu, aceite as desculpas dela, e trate-a com muito amor. Mas faça com que ela entenda as regras da casa e da família”, orienta.

Mas há quem interprete os ataques de nervosismo das crianças de outra forma. Para a estudante Daniela Marques, que têm três filhos, o diálogo e o carinho são a solução para todos os impasses com os pequenos: “Não bato nem os coloco de castigo. Acredito que o melhor é sempre conversar, demonstrar que eles têm uma amiga e até hoje tem funcionado”. E acrescenta: “ As pessoas não creem, mas dá certo”.

A psicanalista Luzinete Carvalho apoia essa linha de raciocínio. Ela afirma que o que é entendido no senso comum como uma chantagem é, na verdade, uma maneira que as crianças encontram de comunicar o seu desagrado. “Seus filhos não são tiranos. Eles estão apenas querendo se comunicar. Talvez de uma maneira desagradável, mas é como eles sabem fazer”. Segundo ela, todas as crianças têm manifestações de irritabilidade, em maior ou menor grau, e que os pais precisam estar preparados para lidar com isso de uma forma construtiva. A dica é estabelecer vínculos de confiança com os filhos. A melhor maneira de se fazer isso, segundo Luzinete Carvalho, é por meio do diálogo. “Crie o hábito de conversar com o seu bebê desde cedo e quando você falar ele vai ouvir”, garante.

Quanto ao descontrole emocional dos pais, a psicanalista enfatiza: "Por mais irritado que  esteja,  lembre-se que você é o adulto da situação. Então, jamais ignore ou fale mal dos seus filhos, principalmente na frente de outras pessoas, e nunca os coloque de castigo. A melhor maneira para contornar  o nervosismo da criança é abraçando-a. Abaixe-se e olhe nos olhos do seu filho, mostre a ele que você está ali, caso  precise”, aconselha.

(com portal EBC)

Últimas notícias

Comentários