Partograma passa a ser obrigatório nos atendimentos por planos de saúde

Esse indicador da qualidade e evolução da gravidez servirá para o Ministério da Saúde coibir a realização de cesarianas desnecessárias

14/01/2015 18:18

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Pixabay
A partir de julho deste ano, as grávidas terão de fazer o partograma, e assim, comprovar ou não a necessidade de realização de cesariana, quando for atendida por plano de saúde (foto: Pixabay)
Anunciado pelo Ministério da Saúde como uma das medidas de estímulo ao parto normal, o uso do partograma passará a ser obrigatório na saúde suplementar a partir do dia 5 de julho deste ano. O documento é recomendado pela Organização Mundial da Saúde desde 1994,  e pela Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) desde 1998, mas até hoje é pouco utilizado nas maternidades brasileiras.

O partograma é uma representação gráfica da evolução do trabalho de parto. Com versões diferenciadas, ele registra, principalmente, a frequência das contrações uterinas, os batimentos cardíacos fetais e a dilatação cervical materna. "Com estes registros o médico consegue avaliar se o trabalho de parto está dentro dos padrões considerados normais", aponta o obstetra Etelvino Trindade, presidente da Febrasgo.

A partir do momento em que passar a ser utilizado pela rede referenciada de saúde, o partograma será considerado parte integrante do processo para pagamento do parto. Desta forma, as cesáreas marcadas com antecedência, sem indicação médica, serão coibidas. Apenas as cesarianas recomendadas ou necessárias durante um trabalho de parto difícil serão reembolsadas pelo plano.

Portal EBC/Divulgação
(foto: Portal EBC/Divulgação)


Legislação

A resolução normativa nº 368, do Ministério da Saúde foi publicada na quarta-feira, dia 7 de janeiro. O texto estabelece normas de estímulo ao parto normal na saúde suplementar, que atualmente registra 84% de cesarianas.

Com as novas regras, que entram em vigor em julho, os planos de saúde ficam obrigados a informar os percentuais de cirurgias cesarianas e de partos normais do hospital e do médico; disponibilizar o cartão da gestante com informações sobre o pré-natal; e orientar médicos para a utilização do partograma, onde são registradas todas as etapas do trabalho de parto.

(com Portal EBC)

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