Celulares poderão vir com sistema antifurto

Projeto em análise no Senado quer tornar obrigatória a presença de dispositivo de acionamento remoto dos aparelhos para permitir bloqueio dos dados

20/01/2015 10:36

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Proposta em análise no Senado quer incorporar tecnologia antifurto nos celulares vendidos no país (foto: Pixabay)
O Brasil possui mai de 280 milhões de aparelhos de celular, o que dá uma média de 1,39 dispositivos por habitantes. Com tamanha quantidade de telefones, não é de se estranhar que os bandidos direcionem suas ações para esse tipo de produto. Para tentar ajudar quem tem o celular furtado, um projeto quer tornar obrigatória a comercialização de aparelhos do tipo smartphone equipados com tecnologia antifurto (PLS 323/2014). De autoria do senador Ciro Nogueira (PP-PI), a ideia da proposta é que as funcionalidades básicas dos aparelhos permitam o acionamento remoto do telefone, bloqueando o acesso aos dados armazenados, tornando o celular inoperante e permitindo sua reativação pelo proprietário ou por terceiro devidamente autorizado por ele.

O texto também prevê que a comercialização de smartphone sem tecnologia antifurto só poderá ser feita por empresa que fornecer, pelo prazo de um ano e sem ônus para o usuário, seguro contra roubo e furto.

Em sua justificativa para o projeto, o senador Ciro Nogueira ressalta que o telefone celular está definitivamente presente na vida das pessoas. Dados da União Internacional de Telecomunicações indicam que no final do ano passado o total de celulares ativos no mundo chegou a 7 bilhões, aproximando-se do número de habitantes do planeta. "Os celulares, porém, cada vez mais caros e tecnológicos, tornaram-se um dos principais alvos dos criminosos, em diversas regiões do mundo", destaca o parlamentar.

Nos Estados Unidos, a revista Time informa que em cidades norte-americanas como São Francisco, mais de 65% de todos os roubos envolvem telefones móveis. Em Oakland, essa porcentagem sobe para 75%.  No Brasil, segundo dados da polícia, somente na cidade de São Paulo são registrados cerca de 460 furtos e roubos de celulares por dia.

O senador lamenta o desinteresse dos fabricantes e das companhias telefônicas em adotar a tecnologia antifurto, o que diminuiria sua atratividade para os criminosos. "E a razão para isso parece estar no fato de essas empresas não serem afetadas pelos furtos de celulares. Ao contrário, elas acabam lucrando com a venda de seguros e de novos aparelhos", afirma Ciro Nogueira.

A proposta está sendo analisada na Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática do Senado. Se aprovada, a lei entrará em vigor um ano depois da sua publicação.

(com Agência Senado)

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