Copasa pede que população reduza consumo de água em 30%

Em coletiva de imprensa realizada na quinta, dia 22 de janeiro, Sinara Meireles reconhece a situação crítica do sistema de abastecimento em Minas Gerais

23/01/2015 10:22

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Facebook/Codema Juatuba/Reprodução
O reservatório de Serra Azul, que fica na cidade de Juatuba, está com apenas 5,73% de sua capacidade, e pode entrar em colapso em poucos meses (foto: Facebook/Codema Juatuba/Reprodução)
Que a falta de água já é uma realidade em Minas, isso não é segredo para ninguém. E o problema do abastecimento se tornou oficial. Na quinta-feira, dia 22 de janeiro, a presidente da Companhia de Saneamento do Estado de Minas Gerais (Copasa), Sinara Meireles, anunciou o risco real de desabastecimento de água na região metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) e em cidades de outras regiões do estado. Levantamento realizado pela diretoria da empresa mostra uma situação crítica do sistema de abastecimento.

O sistema Paraopeba, que abastece a RMBH e é composto pelos reservatórios Serra Azul, Rio Manso e Várzea das Flores, está operando atualmente com 30,25% de sua capacidade. Dos três reservatórios, o que apresenta a pior condição é o sistema Serra Azul, que atualmente está com apenas 5,73% de seu volume, praticamente já operando em seu volume morto. No sistema Várzea das Flores, a capacidade atual é de 28,31% e, no sistema Rio Manso, de 45,06%.

De acordo com o relatório, a média de produção de água tratada no sistema Paraopeba entre dezembro de 2013 e novembro de 2014 foi de 17.821.857 m³/mês. O volume acumulado nos três reservatórios em 1º de janeiro de 2015 totalizou 92.324.818 m³. Os números mostram que, considerando-se as descargas para vazão residual e a captação para produção (da ordem de 25 milhões de m³), a previsão é que o volume seja suficiente para pouco mais de três meses de abastecimento de água para a população da RMBH.

Por essa razão, a presidente da Copasa informa que serão tomadas medidas emergenciais de restrição da oferta.

Perdas

Outra situação que necessita de uma atuação urgente é o combate às perdas de água que, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, são de 40%. Em 2014, a cada 10 litros de água potável entregues à população, quatro não foram consumidos ou usados de maneira regular – o que inclui desde vazamentos no percurso entre a distribuição e o consumidor, até ligações clandestinas.



(com Agência Minas)

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