Fim do mundo está mais próximo, diz Boletim de Cientistas Atômicos

De acordo com o Relógio do Juízo Final, que, em contagem regressiva, marca o tempo até o fim da humanidade, estamos, em 2015, a apenas três minutos do apocalipse

23/01/2015 13:09

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

CORREÇÃO:

Preencha todos os campos.
Pixabay
Com o aquecimento global e as ameaças das guerras e das armas de destruição em massa, o Relógio do Juízo Final está, agora, a apenas três minutos da meia-noite, que representa o fim da humanidade (foto: Pixabay)
Fundado em 1945 por cientistas da Universidade de Chicago, nos Estados Unidos, que tinham ajudado a desenvolver as primeiras armas atômicas no projeto Manhattan, o Boletim de Cientistas Atômicos (BCA) criou o chamado Relógio do Juízo Final, em 1947, como referência para uma possível destruição da humanidade. E, em janeiro de 2015, os cientistas do BCA anunciam que o relógico foi adiantado, e, agora, só faltam três minutos para o fim do mundo.

O Relógio do Juízo Final foi criado seguindo a imagem do apocalipse bíblico (com referência à meia-noite) e a contagem regressiva típica de uma explosão nuclear. Com isso, ele mostra os minutos que faltam para se chegar à 0h. A decisão de mudar ou não o ponteiro dos minutos é feita todos os anos pelo conselho de ciência e segurança do BCA, em consulta ao conselho de patrocinadores, que inclui 17 cientistas vencedores de prêmios Nobel. O relógio virou um indicador universalmente reconhecido da vulnerabilidade do mundo a uma catástrofe por armas nucleares, às guerras e às mudanças climáticas.

Em 2015, como resultado das mudanças climáticas e da modernização do acervo nuclear dos Estados Unidos e da Rússia, que continuam com arsenais que representam uma ameaça para a humanidade, foi reconhecida a necessidade de se adiantar o relógio.

Para se ter uma ideia, a última vez em que estivemos a três minutos do Juízo Final foi em 1984, ano em que as relações entre os Estados Unidos e a União Soviética estavam muito extremecidas – era o momento mais dramático da chamada Guerra Fria. "Cada canal de comunicação tem sido restringido ou desligado. Todas as formas de contato foram atenuadas ou cortadas. As negociações para o controle das armas foram reduzidas a uma espécie de propaganda", relatou o Boletim de Cientistas Atômicos naquela época.

Apesar de alguns avanços modestos em relação à mudança climática no ano passado, refletindo o avanço contínuo de tecnologias de energias renováveis, segundo o BCA, os esforços atuais são insuficientes para se evitar um aquecimento catastrófico da Terra. "Na ausência de uma correção desse destino dramático, os países do mundo terão emitido, até o final deste século, dióxido de carbono e outros gases de efeito estufa suficientes para transformar profundamente o clima em nosso planeta, prejudicando milhões e milhões de pessoas e ameaçando muitos sistemas ecológicos fundamentais em que a civilização se baseia", dizem os cientistas do Boletim.

Confira a música O Último Dia, de Paulinho Moska, que já foi tema de minissérie sobre o fim do mundo na Globo:



Aquecimento

Segundo os cientistas ambientais do governo dos Estados Unidos, 2014 foi o ano mais quente em 134 anos de registros. Nove dos 10 anos mais quentes já registrados ocorreram nos anos 2000. Em novembro do ano passado, o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (PIMC) divulgou seu relatório sobre o aquecimento global, que doi considerado "inequívoco e sem precedentes e já responsável por danos generalizados".

O PIMC deixou claro que uma catástrofe climática não é inevitável. O mundo tem opções de tecnologia e capacidade política a custos totalmente aceitáveis para tentar reverter a situação. "O tempo é curto, mas ainda não se esgotou. Os nossos líderes e nossas instituições de cooperação global podem ainda enfrentar o desafio", lembrou o relatório do Painel.

No ano passado, com o Relógio do Apocalipse a cinco minutos da meia-noite, os membros do conselho de ciência e segurança do Boletim de Cientistas Atômicos concluíram que eram possível gerenciar a tecnologia para não sermos vítimas dela. "A escolha é nossa, e o relógio está correndo", disseram no relatório. Já em 2015, com o tempo mais próximo da zero hora, o conselho acrescenta mais urgência: "A probabilidade de uma catástrofe global é muito alta, e as ações necessárias para reduzir os riscos de desastres devem ser levadas a cabo rapidamente".

(com o Boletim de Cientistas Atômicos)

Últimas notícias

Comentários