Conheça o asteróide que passará "raspando" na Terra

A uma distância quase três vezes igual à da Lua, o 2004 BL86 já pôde ser visto anteriormente passando próximo ao nosso planeta, e a última vez foi em 2007

por Fernanda Nazaré 23/01/2015 18:53

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Divulgação
O asteróide 2004 BL86 passará a 1,2 milhão de quilômetros de distância da Terra (foto: Divulgação)
Descoberto há 10 anos, o asteróide 2004 BL86 poderá ser estudado de perto pela Nasa, pela primeira vez, em 2015. Isso porque, nos últimos 200 anos, o astro nunca esteve tão próximo da Terra, segundo o astrônomo da agência espacial americana Don Yeomans. Na segunda-feira, dia 26 de janeiro, às 14h19 no Brasil, o asteróide, que tem 500 metros de comprimento, passará a 1,2 milhão de quilômetros de distância de nosso planeta, o equivalente a três vezes o percurso entre a Terra e a Lua.

De acordo com o astrônomo amador Cristóvão Jacques, do observatório Sonear, que fica na cidade de Oliveira, região centro-oeste de Minas Gerais, a diferença entre esse asteróide e os demais é sua magnitude de brilho e a proximidade com que passará por nosso planeta. Isso permitirá ser observado por pequenos telescópios ou mesmo binóculos com lentes de 50 mm. "No dia de sua passagem pelo céu, o 2004 BL86 estará perto de um aglomerado de estrelas chamado de Presépio (Beehive Cluster em inglês)", explica Jacques, para quem quiser tentar avistar o astro.

Google Earth/Reprodução
Confira a rota que o asteróide fará pelo céu, para quem quiser tentar acompanhá-lo (foto: Google Earth/Reprodução)


Apesar de passar a uma distância considerada próxima da Terra, o asteróide não causará nenhum impacto em nosso planeta, nem em nossos satélites, que ficam a "apenas" 39 mil quilômetros do solo.

O próximo evento como o do dia 26 de janeiro só acontecerá em agosto de 2027, com a passagem do asteróide 1999 AN10, que tem 1,5 quilômetro de diâmetro, e passará a 388.960 km de nosso planeta – ou quase a distância da Lua. Mesmo assim, não existe risco de colisão ou qualquer alteração na Terra.

Magnitude

Para medir o brilho aparente dos corpos celestes, os astrônomos usam um sistema chamado de magnitude visual. Nesta escala, quanto maior o brilho do objeto, menor a sua magnitude.

A primeira versão do sistema surgiu em 129 a.C., quando o astrônomo grego Hiparco catalogou 850 estrelas devidamente descritas e classificadas levando em conta seu brilho. O sistema classificava as 20 estrelas mais brilhantes que apareciam no céu logo ao anoitecer como sendo de primeira grandeza. Em seguida vinha o segundo grupo, formado por estrelas de segunda grandeza, um pouco menos brilhantes que as do primeiro grupo. E assim sucessivamente, até chegar àquelas extremamente opacas, chegando ao limite da visão humana, e que são classificadas como de sexta grandeza.

Hoje, não se utiliza mais a expressão grandeza, que foi substituída pela magnitude.

Heitor Antonio/Encontro Digital
(foto: Heitor Antonio/Encontro Digital)

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