Imagine um planeta com anéis 200 vezes maiores que o de Saturno

Astrônomos europeus descobrem o J1407b, astro que está a 430 anos-luz da Terra, e só a massa de seu sistema de anéis equivale à do nosso planeta

por João Paulo Martins 30/01/2015 12:51

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Ron Miller/Rochester.edu/Reprodução
Reprodução artística mostra como são os 30 anéis do planeta J1407b, que, juntos, equivalem à massa da Terra (foto: Ron Miller/Rochester.edu/Reprodução)
A publicação inglesa Astrophysical Journal, especializada em descobertas astronômicas e em astrofísica, publicou, no início de janeiro deste ano, um artigo dos astrônomos Eric Mamajek, da Universidade de Rochester (Inglaterra), e Matthew Kenworthy, do Observatório de Leiden (Holanda), sobre a descoberta de um planeta com um sistema de anéis que é 200 vezes maior que o do nosso vizinho Saturno.

O novo planeta foi chamado de J1407b e está a 430 anos-luz da Terra. Aliás, para se ter uma ideia de seu tamanho, sua massa é 40 vezes superior à de Júpiter, o maior planeta de nosso sistema solar, e os anéis, agrupados – são 30 ao todo –, correspondem ao peso da Terra.

M. Kenworthy/Universiteit Leiden/Divulgação
Se Saturno fosse substituído pelo J1407b, ele seria visível a olho nu da Terra, e seu brilho seria maior que o da Lua cheia (foto: M. Kenworthy/Universiteit Leiden/Divulgação)


"O planeta está muito longe para se conseguir observar os anéis diretamente. Mas, nós pudemos fazer um modelo detalhado, graças às variações de brilho da luz que passa por entre o sistema de anéis. Eles são tão grandes, que se pudéssemos substituir os anéis de Saturno pelos do J1407b, eles seriam facilmente visível à noite, da Terra, e seu brilho seria muito maior que o da Lua cheia", diz o astrônomo Matthew Kenworthy.

De acordo com o cientista, a análise da curva de luz emitida pelo planeta mostra que o sistema de anéis possui um diâmetro de 120 milhões de quilômetros. Além disso, ele explica que existe tanto material flutuando nesses anéis que a massa gerada por eles é capaz de tampar 95% dos raios de luz provenientes da estrela que faz parte de seu sistema solar. "É tanto material em suspensão que podem até formar satélites, no futuro", afirma Kenworthy.

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