Represa de Três Marias está com apenas 10% da capacidade

Em sobrevoo ao reservatório que fica na região norte de Minas, o governador Fernando Pimentel reconhece que a situação é grave e que demanda planejamento em conjunto com a sociedade

30/01/2015 15:37

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Manoel Marques/Imprensa MG/Divulgação
Apesar de o reservatório de Três Marias, no norte de Minas, estar com apenas 10% de sua capacidade, presidente da Cemig descarta possibilidade de desabastecimento de energia (foto: Manoel Marques/Imprensa MG/Divulgação)
O governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, sobrevoou na quinta-feira, dia 29 de janeiro, o sistema de abastecimento de água da Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) e a usina hidrelétrica de Três Marias, na região central do estado, e reconheceu a urgência nas medidas de controle do gasto de água.

Após a vistoria aérea em Três Marias, o governador ressaltou o que considera trabalho prioritário no momento: "Temos que conversar com lideranças políticas, sociais e empresariais de cada lugar, de cada região, para identificar o que é possível fazer e, em seguida, adotar todas as medidas necessárias com total transparência".

Para ele, a situação do abastecimento hídrico na RMBH é grave. "Já tomamos as medidas iniciais necessárias, mas estamos com problemas em muitos outros municípios do estado, especialmente no norte. Mais de 100 municípios já em estado de emergência, passando por racionamento ou rodízio. E a situação caminha para o aumento desse número", diz Pimentel.

De acordo com o governador, a situação da represa de Três Marias é grave, pois opera com apenas 10% de sua capacidade. Além disso, a preocupação é alta também com a população, propriedades rurais e plantações afetadas diretamente pela severa estiagem nessa região. A previsão, segundo estimativas do departamento meteorológico da Cemig, é de pouca chuva para este ano, o que complica ainda mais o quadro.

O presidente da Cemig, Mauro Borges, também falou sobre a possibilidade de desabastecimento e de baixa no fornecimento de energia elétrica. "No caso do sistema elétrico, ele é coordenado e planejado nacionalmente, não em nível estadual. Nesse sentido, o Operador Nacional do Sistema é extremamente eficiente e exerce um nível de coordenação muito afinado. Nesse caso, o setor elétrico, que tem um forte planejamento nacional, tem risco praticamente zero de ter um colapso. O grande foco das atenções, nesse primeiro momento, é a questão do abastecimento de água", explica.

Dadas as condições climáticas e as previsões para o final do ano, Borges afirma que em 2015, devemos chegar em dezembro com o reservatório em torno de 5%, o que está dentro do planejamento. "O sistema está organizado para isso. Estamos preparados para poder usar de uma forma absolutamente racional o reservatório e chegar ao nível de 5% dentro de todos os parâmetros de previsibilidade possíveis nesse momento", concluiu.

(com Agência Minas)

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