Girafa morta no zoo de BH terá o esqueleto exposto no museu da PUC Minas

As recentes mortes de animais no zoológico da capital se devem, segundo especialistas, à idade avançada das espécies que vivem em cativeiro

por Fernanda Nazaré 11/02/2015 18:06

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Panoramio/Sgtrangel/Reprodução
As duas girafas do zoológico de Belo Horizonte morreram e terão seus esqueletos expostos no museu de Ciências Naturais da PUC Minas (foto: Panoramio/Sgtrangel/Reprodução)
Assim como a população idosa no Brasil está aumentando, por causa dos avanços da Medicina, os animais que vivem no zoológico de Belo Horizonte também seguem a mesma lógica. Mas, essa longevidade da fauna em cativeiro faz com que girafas e leões, que já alegraram milhões de visitantes, sofram com doenças resultantes da "sobrevida". Isso pode ser evidenciado pela morte de duas girafas, ocorrida nos últimos seis meses, e por um leão que está debilitado, e se encontra isolado, no zoológico de BH.

Na terça-feira, dia 10 de fevereiro, a girafa Ana Raio morreu aos 12 anos de vida no zoológico da capital mineira. O laudo da autópsia ainda não foi divulgado – pode demorar até 30 dias –, mas veterinários da Fundação Zoo-Botânica de BH (FZB) acreditam que o animal tenha sido vítima de uma hepatite, causada por um fungo que instalou no estômago do animal. Com isso, ele ficou debilitado e propenso a doenças secundárias. No caso de Ana Raio, segundo o diretor do zoo, Glastone Corrêa, a hepatite teria feito com que o animal não processasse a clorofila das plantas, o que deixou sua pele fragilizada e cheia de feridas. As girafas podem viver até os 20 anos de idade em cativeiro.

Desde maio do ano passado, Ana Raio era a única da sua espécie no zoológico de BH, já que Zola, a outra girafa que lhe fazia companhia, morreu devido a um enforcamento. O animal de 17 anos se enforcou acidentalmente com a corda usada para prender alimentos. Agora, o espaço ocupado por elas permanecerá com os antílopes, que já viviam no local, e podem receber outros moradores: avestruzes. "Como estamos na segunda fase da reforma do zoológico, estamos pensando em colocar os avestruzes nesse recinto, para acomodá-los melhor", afirma o diretor do zoo.

A destinação do corpo da girafa Ana Raio será o mesmo de Zola: ser exibido no museu de Ciências Naturais da PUC Minas. De acordo com o coordenador do museu, Bonifácio José Teixeira, todo animal que morre no zoológico acaba sendo encaminhado para a PUC, para serem preservados e estudados.

Marcos Michelin/EM/D.A Press
O leão Simba, do zoo de BH, está com problemas renais, devido à sua idade avançada, e não está mais sendo visitado pelo público (foto: Marcos Michelin/EM/D.A Press)


O famoso gorila Idi-amin, morto em 2012, foi empalhado pela equipe do museu de Ciências Naturais e se encontra em exibição. Porém, esse não será o caso das girafas, que terão expostos apenas o esqueleto. "A pele delas está muito deteriorada. Mas, vamos montar o esqueleto. A carne foi retirada e enterrada. Os ossos estão em processo de maceração, para desprender o resto de carne e cartilagem. Depois, passam por um processo químico para conservação. A maceração demora até três meses", explica Bonifácio Teixeira.

Fera ferida

Infelizmente, quem deve fazer parte do acervo do museu da PUC, em breve, é o leão Simba, de 16 anos de idade. Desde meados de dezembro do ano passado, o animal está isolado, fora da área de visitação do zoo de BH, e apresenta problemas sérios renais. Ele não será mais exposto ao público. "Como a dieta do felino é à base de proteína, ao final da vida, costuma ter problemas renais. Ele é idoso, e seu quadro clínico é estável", explica o diretor do zoológico.

Glastone Corrêa conta que a FZB já estava à procura de uma nova girafa, mesmo antes da morte de Ana Raio. Segundo ele, os outros zoológicos do país estão cientes da situação e, assim que nascer a primeira girafa em cativeira, será encaminhada para a capital mineira. Os animais da espécie que estão em exibição nos zoos de Brasília (DF) e São Paulo (SP) são filhotes que nasceram em Belo Horizonte. A logística para se transportar um animal adulto é mais complicada. Por isso, a FZB prefere esperar por um filhote.

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