Que tal celebrar o Dia do Orgulho Heterossexual?

Esse projeto do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, é desarquivado e voltará à pauta

12/02/2015 09:16

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Wilson Dias/Agência Brasil/Divulgação
O deputado Eduardo Cunha, presidente da Câmara, justifica seu projeto do Dia do Orgulho Heterossexual: "O estímulo da 'ideologia gay' supera todo e qualquer combate ao preconceito" (foto: Wilson Dias/Agência Brasil/Divulgação)
O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), solicitou e conseguiu o desarquivamento de vários projetos de sua autoria arquivados com o fim da legislatura passada, como o que cria o Dia do Orgulho Heterossexual, a ser comemorado no 3º domingo de dezembro, que não chegou a ser votado em nenhuma comissão da casa, mas, com o desarquivamento, volta a tramitar normalmente nas comissões.

O projeto foi apresentado em 2011 e na justificativa da proposição, Eduardo Cunha afirma que "a presente proposta visa a resguardar direitos e garantias aos heterossexuais de se manifestarem, e terem a prerrogativa de se orgulharem do mesmo e não serem discriminados por isso". Em outro trecho da justificativa, o peemedebista afirma que "no momento em que se discute preconceito contra homossexuais, acabam criando outro tipo de discriminação contra os heterossexuais e, além disso, o estímulo da 'ideologia gay' supera todo e qualquer combate ao preconceito".

Outro projeto de Cunha que foi desarquivado e que trata dos heterossexuais é o que determina que as medidas e políticas antidiscriminatórias atentem para a questão dos heteros. Segundo o projeto, as medidas e políticas antidiscriminatórias respeitantes à orientação sexual, adotadas pela administração pública, devem abordar explicitamente os casos de discriminação contra heterossexuais.

O projeto estabelece em um de seus artigos que o poder executivo, dentro de sua esfera de competência, penalizará os estabelecimentos comerciais e industriais e demais entidades que, por atos de seus proprietários ou prepostos, discriminem pessoas em função de sua heterossexualidade ou contra elas adotem atos de coação ou violência.

Pelo regimento interno da Câmara um projeto pode ser desarquivado "mediante requerimento do autor, ou autores, dentro dos primeiros cento e oitenta dias da primeira sessão legislativa ordinária da legislatura subseqüente, retomando a tramitação desde o estágio em que se encontrava". Como a proposta de Cunha não andou na legislatura passada, ficando parada na Comissão de Constituição e Justiça, teve como destino o arquivo.

(com Agência Brasil)

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