ONU alerta para aumento de casos de sarampo no Brasil e nos Estados Unidos

Os países do continente americano eram considerados livres de casos de contágio. No entanto, desde o final de 2014, 147 casos já foram registrados, sendo 21 deles no Brasil

12/02/2015 18:39

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Marina Jordá/Portal PBH/Divulgação
De acordo com a Organização Mundial de Saúde, até o dia 8 de fevereiro deste ano, foram registrados 147 casos de sarampo nas Américas, sendo 21 no Brasil (foto: Marina Jordá/Portal PBH/Divulgação)
Os recentes surtos de sarampo nos Estados Unidos e no Brasil sugerem que os índices de imunização nestes países caíram abaixo dos níveis necessários para prevenir a sua propagação para o resto das Américas, alertam as Nações Unidas. A Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Organização Pan-Americana da Saúde, com sede em Washington, confirmaram que foram registrados 147 casos de sarampo em quatro países das Américas, neste ano, até o dia 8 de fevereiro.

"Desse total, 121 casos foram nos Estados Unidos, principalmente ligados a um surto que começou na Disneylândia, na Califórnia, em dezembro do ano passado", diz a OMS, acrescentando que o único caso registrado no México também foi vinculado ao contágio nos Estados Unidos. Dos casos restantes, 21 foram no Brasil e quatro no Canadá.

"Graças aos altos níveis de imunização, as Américas têm estado no caminho certo por mais de uma década para ser formalmente declarada livre do sarampo", afirma Cuauhtemoc Ruiz, chefe do programa de imunização da OMS. Segundo ele, a manutenção de altos níveis de cobertura de vacinação é fundamental para prevenir e evitar surtos oriundos de outras regiões do mundo.

Desde 2002, o sarampo era considerado como uma doença eliminada das Américas, devido à ausência da sua transmissão endêmica. Agora, a eliminação da doença na região "enfrenta grandes desafios, incluindo a chegada da doença de outros países", como mostra a OMS em seu alerta epidemiológico distribuído para os países-membros em toda a região.

O texto convoca as nações americanas a fortalecer as atividades de vigilância do sarampo e a "tomar medidas adequadas para proteger os residentes nas Américas contra o sarampo e a rubéola".

"Os países das Américas têm relatado casos importados de outras regiões a cada ano durante a última década, mas, até recentemente, eles não geravam surtos significativos", explicaRuiz.

A vacina contra sarampo tem sido usada por mais de 50 anos e já provou ser segura e eficaz. Globalmente, a vacinação impediu um número estimado de 15,6 milhões de mortes entre 2000 e 2013.

(com Agência ONU no Brasil)

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