Dilma volta a defender correção de 4,5% na tabela do IRPF

Ao contrário do Congresso que quer um reajuste de 6,5%, a presidente insiste que isso iria afetar o orçamento do governo

20/02/2015 12:00

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Amaro Jr/CB/D.A Pres e Pablo Alejandro/Esp. CB/D.A Press
(foto: Amaro Jr/CB/D.A Pres e Pablo Alejandro/Esp. CB/D.A Press)
A presidente Dilma Rousseff, em evento na capital federal, defendeu a correção de 4,5% na tabela do Imposto de Renda de Pessoa Física e disse que orçamento não tem espaço para correções maiores, como os 6,5% aprovados pelo Congresso e vetados por ela no fim de janeiro. A presidente confirmou que o governo enviará novamente ao Congresso medida provisória com correção de 4,5%.

"Eu tenho um compromisso e vou cumprir meu compromisso, que é 4,5%. Não estamos vetando porque queremos, estamos vetando porque não cabe no orçamento público. É assim", argumenta Dilma em entrevista após uma cerimônia no palácio do Itamaraty, em Brasília.

"Eu já mandei [a proposta de 4,5%] por duas vezes, vou chegar à terceira vez. Meu compromisso é 4,5%. Se, por algum motivo, não quiserem os 4,5%, nós vamos ter de abrir um processo de discussão novamente", adianta.

Quanto maior o índice de correção da tabela, maior o número de contribuintes isentos do pagamento de imposto e menor a arrecadação. O governo argumenta que a correção de 6,5% levaria a uma renúncia fiscal de R$ 7 bilhões.

Dilma também defende as mudanças nas regras de concessão de benefícios trabalhistas e previdenciários, anunciadas pelo governo em dezembro, e disse que as alterações vão corrigir distorções. "Todas as medidas que nós tomamos têm um objetivo. Não estou falando das fiscais, estou falando daquelas que dizem respeito ao seguro-desemprego, ao abono salarial, à pensão por morte. Nós estamos aperfeiçoando a legislação. A legislação tem que ser aperfeiçoada da mesma forma como fizemos com o Bolsa Família", diz, ao citar os processos de auditoria pelos quais o programa social passa.

(com Agência Brasil)

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