Sabia que o AVC atinge uma em cada seis pessoas no mundo?

O acidente vascular cerebral acontece de repente, por isso, é preciso se prevenir e saber reconhecer os sintomas

por Da redação com assessorias 24/02/2015 09:11

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De acordo com o especialista, o tempo gasto entre a detecção do AVC e o atendimento médico é essencial para se evitar sequelas (foto: Pixabay)
Golpe. É dessa forma que o acidente vascular cerebral (AVC) é denominado, em inglês. Isso porque, assim como um golpe, acontece de repente e faz grandes estragos, causando mudanças imediatas e devastadoras na rotina de uma em cada seis pessoas em todo mundo. De acordo com a World Stroke Organization (Organização Mundial do AVC), mais de 17 milhões de pessoas devem ser afetadas pelo problema, apenas neste ano.

"O acidente vascular cerebral pode ser causado pela obstrução ou rompimento de uma artéria no cérebro. Em ambos os casos, acontece uma lesão cerebral porque o sangue não consegue circular adequadamente, o que prejudica as funções neurológicas dependentes do local afetado", explica o neurologista Edson Issamu Yokoo, do Hospital São Camilo, na cidade de São Paulo.

Ainda segundo o especialista, a origem da maioria dos acidentes vasculares cerebrais é a obstrução da artéria. "A prevalência acontece porque a obstrução é causada, geralmente, pelo 'envelhecimento' natural da artéria, conhecido como arterosclerose. O processo aterosclerótico encontra-se aumentado nos casos de hipertensão arterial, níveis altos de colesterol e triglicérides, diabetes mellitus, tabagismo e sedentarismo", revela.

Quando o AVC acontece, o mais importante é saber reconhecer os sintomas. "Embora eles variem de acordo com a artéria atingida e extensão da lesão cerebral, os sinais clássicos do problema são a súbita perda de força em braços ou pernas, geralmente unilateral, desvio da rima labial (boca torta), alterações de sensibilidade, visão e equilíbrio e alteração súbita da fala. É preciso ficar atento aos sintomas para prestar o socorro à vítima, o mais rápido possível", alerta o neurologista.

O tempo é fundamental para preservar a vida e reduzir as sequelas. "Estudos apontam que, quanto mais rápido a pessoa recebe o tratamento adequado, maiores são as chances dela se recuperar. O ideal é que a busca por um atendimento médico de emergência não ultrapasse 4h30, desde o início dos sintomas. Como alguns sinais são mais sutis, como uma dor de cabeça persistente, em caso de dúvida, é melhor procurar ajuda especializada", recomenda.

Fique atento aos sintomas:

  • Paralisia súbita de braços e/ou pernas, geralmente unilateral
  • Súbita alteração de sensibilidade e/ou perda de força
  • Desvio da rima labial (boca torta)
  • Alteração da fala
  • Dor de cabeça persistente
  • Alterações de equilíbrio
  • Alterações visuais
  • Alterações de consciência

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