Reforma política deve ser votada na próxima semana

Quem garantiu o prazo para a votação foi o presidente do Senado, Renan Calheiros

25/02/2015 18:51

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Bruno Peres/CB/D.A Press
O presidente do Senado, Renan Calheiros, diz que votação da reforma política será na semana que vem: "Se nós não reformarmos a política, nós seremos todos reformados" (foto: Bruno Peres/CB/D.A Press)
O Senado começará a votar propostas de mudanças no sistema político a partir da próxima semana. A decisão tomada durante reunião de líderes foi anunciada pelo presidente do Senado, Renan Calheiros, nesta quarta-feira, dia 25 de fevereiro, um dia após a casa promover uma sessão temática sobre a reforma política.

De acordo com Renan Calheiros, os líderes partidários têm até esta sexta-feira (26) para apresentar a lista de projetos referentes à reforma política que querem colocar na pauta de votações do plenário. O presidente do Senado, no entanto, já adiantou alguns pontos que serão colocados imediatamente em votação, como a desincompatibilização dos cargos do executivo para se candidatarem à reeleição e o fim do voto proporcional para vereadores e deputados em cidades com mais de 200 mil habitantes.

"Nós acertamos que vamos votar nas próxima semana a reforma política. Eu vou, até sexta-feira, receber as indicações dos partidos, mas desde logo nós vamos votar a descompatibilização de cargos do executivo para disputar reeleição. É uma medida importante, profilática. Nós vamos votar o fim das coligações proporcionais. E nós vamos apreciar rapidamente o voto majoritário nas eleições municipais nos municípios acima de 200 mil habitantes", diz o parlamentar.

O presidente do Senado observou que não há consenso sobre os temas, mas enfatizou que é importante dar o primeiro passo e iniciar as votações das propostas. "Quando não há consenso, o parlamento delibera, vota. Se nós não reformarmos a política, nós seremos todos reformados", critica Renan Calheiros.

Ele lembrou que o Senado aprovou há mais de uma década uma reforma política profunda que, incluía desde voto facultativo até definições claras sobre financiamento de campanhas, mas que "a proposta não andou na Câmara".

(com Agência Senado)

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