Operadoras classificam possível suspensão do WhatsApp como desproporcional

A informação foi dada pelo sindicato da categoria, que reclamou da associação do aplicativo aos serviços prestados pelas empresas de telefonia móvel

26/02/2015 10:10

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Sindicato das operadoras de telefonia celular chama de desproporcional a decisão do juiz do Piauí de bloquear o WhatsApp em todo o Brasil (foto: Internet/Reprodução)
A determinação da suspensão do aplicativo WhatsApp em todo o país foi recebida com surpesa pelo setor de telecomunicações, segundo comunicado divulgado na noite do dia 25 de fevereiro pelo  Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviço Móvel Celular e Pessoal (SindiTelebrasil). "O SindiTelebrasil entende que a medida pode causar um enorme prejuízo a milhões de brasileiros que usam os serviços, essenciais em muitos casos para o dia a dia das pessoas, inclusive no trabalho".

Para a entidade a decisão é desproporcional, já que para conseguir informações de um número reduzido de pessoas, negadas pela proprietária do WhatsApp, decidiu-se suspender o serviço em todo o país. "E para isso, exigir a aplicação dessa medida das prestadoras de telecomunicações, que não têm nenhuma relação com o serviço", informou o sindicato.

O mandado foi do juiz Luiz Moura, da Central de Inquéritos da Comarca de Teresina, no Piauí, em mandado expedido no dia 11 de fevereiro. De acordo com nota divulgada pela secretaria de Segurança Pública do estado, a ordem foi expedida por causa de descumprimento de decisões judiciais anteriores por parte do provedor de aplicação de internet WhatsApp. Os processos judiciais que originaram a medida tiveram início em 2013. O caso partiu de investigação da Polícia Civil, foi levado ao Ministério Público do estado e à justiça.

A delegada Kátia Esteves, responsável pela Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente da Polícia Civil, designada para chefiar as investigações, disse, em entrevista à imprensa, que é possível que o aplicativo seja retirado do ar. Durante a entrevista, a delegada não confirmou se a decisão judicial está relacionada à exposição da imagem de crianças e adolescentes na rede social. De acordo com Kátia, como o processo corre em segredo de justiça, ela não pode dar nenhuma informação adicional sobre o inquérito.

(com Agência Brasil)

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