Alunos de colégio em BH estão de olho nas estrelas

Segundo especialistas, os observatórios astronômicos amadores como o do Santa Dorotéia, em BH, favorecem o aprendizado, por propiciarem a visualização, na prática, de várias teorias ligadas ao nosso universo

por Bruna Sales 26/02/2015 17:49

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O telescópio do observatório do colégio Santa Dorotéia, em BH, é capaz de alcançar até constelações mais distantes, como o Aglomerado de Ptolomeu (foto: Divulgação)
Poucas pessoas sabem, mas o colégio Santa Dorotéia, que fica no bairro Sion, região centro-sul de Belo horizonte, possui um observatório astronômico próprio, inaugurado em 2007, e que fica localizado numa torre de aproximadamente 18 metros de altura. No topo da estrutura existe uma cúpula que guarda um telescópio refletor do tipo newtoniano – com abertura de cerca de 230 mm –, além de aparelhos móveis que auxiliam na aprendizagem de alunos e visitantes. Com ele, é possível visualizar objetos mais próximos, como a Lua e os planetas do sistema solar, e até aglomerados estelares como a Nebulosa de Órion e as Plêiades.

Para o coordenador do observatório astronômico do colégio e professor de geografia, Rogério Duarte, a importância do equipamento se dá porque leva o aluno a sair da sala de aula e aplicar o que se aprende na teoria: "O conhecimento adquirido pelas crianças e jovens nos muitos conteúdos didáticos é ainda mais significativo quando complementado com atividades práticas, que estimulam a curiosidade".

As visitas ao observatório são realizadas em grupos de no máximo 30 pessoas. Nos oito anos de funcionamento, ele já recebeu maus de 30 mil visitantes, em sua maioria, claro, estudantes.

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O observatório já recebeu mais de 30 mil visitantes, especialmente estudantes (foto: Divulgação)
Segundo o professor do Santa Dorotéia, os observatórios amadores possibilitam que mais pessoas consigam reconhecer fenômenos do universo que são extremamente interessantes, mas que necessitam de instrumentos muito específicos. "Visualizar detalhes das crateras lunares; acompanhar as luas de Júpiter vistas e estudadas por Galileu; as manchas solares; os anéis de Saturno; as fases de Vênus; os aglomerados estelares. São observações que exigem uma grande estrutura montada, e não se tem em qualquer lugar", conta Rogério.

Para o astrônomo Renato Las Casas, coordenador do observatório astronômico da UFMG, é muito importante termos equipamentos como esse do colégio Santa Dorotéia. "No mundo em que vivemos, é fundamental que se conheça mais a fundo a ciência. Um país que tem sua base alfabetizada cientificamente, consegue progredir bastante, pois conhece o que está acontecendo à sua volta. O estudo da astronomia desperta esse interesse nos jovens, e, a partir daí, eles se encantam com o mundo da ciência, que é tão rico".

Las Casas ressalta ainda que podemos instigar o interesse pelo assunto nos jovens, mesmo que não se tenha uma estrutura de observatório montada 'em casa'. "Esses equipamentos demandam recursos que, muitas vezes, não cabem no orçamento da maioria do público. Se cada escola investir em um telescópio, já é um grande passo para estimular a curiosidade dos alunos", afirma.

Confira abaixo os eclipses de 2015 que serão visíveis do Brasil:

  • Dia 4/4: Eclipse lunar total (apenas a fase penumbral poderá ser vista em Minas)

  • Dia: 28/9: Eclipse lunar total

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