Meninas de 9 a 11 anos passam a receber a vacina contra o HPV

Além delas, mulheres e 14 a 26 anos que sejam portadoras do vírus HIV ou que tenham Aids também serão imunizadas

02/03/2015 18:34

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(foto: Pixabay)
A vacina contra o HPV (papilomavírus humano) terá sua abrangência ampliada em 2015 e serão vacinadas meninas de 9 a 11 anos; além de mulheres de 14 a 26 anos que são portadoras de HIV e Aids. Segundo o governo, a meta é que 80% desse público seja imunizado, o que representa, em Minas Gerais, 478.679 meninas nessa faixa etária e 1.815 mulheres que convivem com a Aids. A vacina para esse novo público estará disponível nas unidades de saúde a partir do dia 03 de março.

As meninas de 11 a 14 que ainda não receberam a primeira dose da vacina também serão vacinadas nessa etapa. Para as garotas que só receberam a primeira dose, a recomendação é que retornem à unidade de saúde para receber a segunda dose e dar continuidade ao esquema vacinal. "Devemos chamar atenção em Minas Gerais para as meninas que não receberam a segunda dose da vacina, lembrar que só com a primeira dose ela não fica protegida. Neste momento, o Ministério da Saúde está oferecendo a oportunidade para estas meninas de até 14 anos que receberam a primeira dose, tomar a segunda, e as meninas até 13 anos 11 meses e 29 dias que ainda não receberam a primeira dose, iniciar seu esquema de vacina HPV", alerta Tânia Brant, coordenadora de imunização da secretaria de estado de Saúde.

Na primeira etapa da campanha contra o HPV, iniciada em março de 2014, foram vacinadas 497.449 (103%) meninas de 11 a 14 anos no estado, superando a meta de 80% preconizada pelo Ministério da Saúde. A vacinação ocorreu nas escolas e nas unidades básicas de saúde. No entanto, para a segunda dose, apenas 326.452 meninas mineiras (67%) retornaram às unidades de saúde.

O esquema vacinal contra o HPV é composto por três doses, sendo que a segunda dose deve ser tomada seis meses após a primeira e a terceira, cinco anos após a primeira. Apenas com o esquema vacinal completo é possível garantir a imunização. De acordo com o Ministério da Saúde, a vacina é totalmente segura, só não é recomendada para mulheres que tenham hipersensibilidade ao princípio ativo ou a qualquer um dos componentes ou que apresentaram reações graves na primeira dose. Mulheres grávidas também não podem ser imunizadas, mas não há contraindicação para as que estejam amamentando.

Relação Aids e HPV

As meninas e mulheres convivendo com HIV e Aids foram incorporadas como público prioritário nessa nova etapa da campanha de vacinação devido a estudos que apontaram que esse público tem cinco vezes mais chances de desenvolver o câncer cervical em comparação com a população em geral. Além disso, elas também estão mais propensas a terem sérias lesões causadas por HPV, em maior número e com maiores chances de reaparecerem após o tratamento.

(com Agência Minas)

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