Depois de Eike Batista, carros da Lamborghini ganham mais visibilidade

O empresário carioca perdeu grande parte de seus bens para a justiça, incluindo uma Lamborghini do modelo Aventador. Saiba mais sobre esse supercarro e confira o modelo "irmão" que encontramos em BH

por João Paulo Martins 05/03/2015 09:13

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Cláudio Cunha
A Lamborghini Gallardo possui 520 cavalos, é feita em fibra de carbono e o painel todo em couro, feito à mão (foto: Cláudio Cunha)
No início de fevereiro de 2015, policiais federais em cumprimento a um mandato judicial entram na mansão do empresário Eike Batista na zona sul do Rio de Janeiro e apreendem dinheiro, objetos de valor e dois automóveis: um Porsche e uma Lamborghini. Essa ação ficaria marcada na mente dos brasileiros como a derrocada do mais famoso bilionário de nosso país. Além disso, chama a atenção também a ostentação que o empresário fazia questão de mostrar, já que sua Lamborghini Aventador LP700-4, de 2012, que custa cerca de R$ 2,8 milhões, ficava "guardada" no meio de sua sala de estar.

O modelo da famosa montadora italiana é todo construído em fibra de carbono e possui um motor V12 de 700 cavalos. Ele faz de 0 a 100 km/h em apenas 2,9 segundos. Não é à toa que a Lamborghini é um sonho de consumo de muitos brasileiros. Em Belo Horizonte, a AvantGarde, loja especializada na comercialização de veículos superesportivos e de luxo, é possível encontrar uma, do modelo Gallardo, que custa R$ 1,5 milhão. Assim como seu "irmão" potente que pertencia a Eike Batista, o carro é feito para quem curte velocidade: o motor V10 possui 520 cavalos e faz de 0 a 100 km/h em 3,9 segundos.

"A Lamborghini é uma concorrente direta da Ferrari, se assemelham muito em modelos, desempenho, acabamento e preços. São automóveis mais procurados pelo seu grande desempenho, pela potência e pelo design", diz Fernando Duran, proprietário da AvantGarde. Segundo o empresário, em Belo Horizonte existem apenas sete Lamboghinis, que, não seria de estranhar, devem estar enfeitando a garagem ou a sala de estar desses felizardos – aliás, no bairro Santa Lúcia, o edifício Parc Zodíaco permite que o morador guarde o carro dentro do apartamento. "A AvantGarde possui vários clientes que têm carros e motos como objeto de decoração na sala ou criam até um ambiente específico para eles. A exibição do automóvel ou de uma moto não se trata apenas pelo seu valor financeiro, mas, sim, pelo design e história que carregam", comenta Duran.

Cláudio Cunha
Fernando Durán, proprietário da AvantGarde, que trabalha com superesportivos e carros de luxo: "O que vale é a felicidade gerada pelo bem escolhido, independente de qual for" (foto: Cláudio Cunha)


Questionado sobre o perfil dos clientes que adquirem supercarros como a Lamborghini, o empresário explica que é difícil caracterizar esse tipo de consumidor, que, em sua maioria, é composto por empresários ou artistas. "São pessoas bem sucedidas que têm paixão pelo automóvel. Costumo falar que existe uma satisfação pessoal que precisa ser suprida, o que se justifica o trabalho e o sucesso alcançado por cada um. Existem, sim, pessoas aficcionadas por automóveis, mas também aqueles apaixonados por barcos, aeronaves, obras de arte, viagens, joias e relógios. O que vale é a felicidade gerada pelo bem escolhido, independente de qual for", completa Fernando Duran.

Para Eike Batista a felicidade não durou tanto tempo, e sua Lamborghini Aventador será leiloada, com valor bem abaixo do mercado. O lance inicial deve ser de R$ 1,5 milhão. Quem se abilita?

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