Anastasia se diz caluniado com acusação de participação no caso Petrobras

Em discurso no plenário do Senado, o ex-governador mineiro explica que após 30 anos de vida pública, precisa defender sua história e honra

10/03/2015 18:24

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Moreira Mariz/Agência Senado/Divulgação
O senador Antonio Anastasia discursa sobre a acusação de participação nas fraudes da Petrobras: "Espero que a justiça seja feita para restaurar, na plenitude, a minha trajetória e a minha honra" (foto: Moreira Mariz/Agência Senado/Divulgação)
O senador Antonio Anastasia (PSDB-MG) usou a tribuna do plenário do Senado, nesta terça-feira, dia 10 de março, para dizer que está sendo caluniado de forma "vil e abjeta". O nome do senador faz parte da lista de políticos que serão investigados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por suposta participação em irregularidades na Petrobras. Anastasia disse que não imaginava fazer o primeiro pronunciamento de seu mandato como senador para se defender de uma "sórdida mentira".

Ele classificou seu discurso, ao qual deu o título de A Grande Indignação, como o de maior importância de sua carreira política. "Defendo agora o que de mais precioso tenho em 30 anos de vida pública: minha honra e minha história", afirma, agradecendo a solidariedade que já tem recebido de eleitores e colegas senadores.

O ex-governador de Minas Gerais se definiu como um "servidor público por vocação" e "homem de costumes simples". Ele disse que jamais teve questionada sua ética e que não formou patrimônio além do que é compatível com sua renda. O senador lembrou que poderia ter seguido a carreira jurídica, mas a vocação pelo serviço público sempre falou mais alto em sua vida. Ele ainda lamentou o fato de estar sendo atingido por "uma infâmia de grandes proporções, de forma cruel e covarde".

"Vale mesmo a pena a vida pública? Apesar da injustiça que estou sofrendo, posso afirmar: a vida pública vale a pena e os desafios têm de ser enfrentados", declara.

Anastasia disse que seu acusador "mente ou se engana" ao relatar fatos falaciosos e contraditórios. Segundo o Ministério Público, um ex-policial federal afirmou que, a mando do doleiro Alberto Youssef, entregou R$ 1 milhão ao político mineiro em 2010, quando Anastasia disputava a reeleição ao governo estadual. Porém, o senador só viria a ser reconhecido pelo emissário depois, por matérias na imprensa.

Anastasia fez questão de mostrar que, na acusação, "não há identificação da casa, nem de seu proprietário, nem a data do suposto encontro". Ele acrescentou que "são pessoas que não conheço, com quem nunca estive ou falei".

"Nada tenho a temer e adotarei, por meio dos meus advogados, todas as medidas necessárias à minha defesa. Espero que a justiça seja feita para restaurar, na plenitude, a minha trajetória e a minha honra. Tenho a mais forte das defesas: a consciência tranquila", completa.

(com Agência Senado)

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