Cuidado com o vício em games

Muitas crianças e jovens passam horas jogando DOTA 2, League of Legends e RPG's como Diablo III e Dragon Age. Mas, em que momento a diversão vira dependência?

por Vinícius Andrade 20/03/2015 08:51

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

CORREÇÃO:

Preencha todos os campos.
YouTube/Reprodução
Jogos como o DOTA 2 acabam fazendo com que crianças e jovens passem horas em frente ao computador, deixando de lado a interação social, e correndo o risco de ficarem viciadas em games (foto: YouTube/Reprodução)
Pique-esconde, rouba-bandeira e bente-altas são brincadeiras que ficaram na memória dos mais saudosistas. A bola foi trocada pelos joysticks e a atividade física, pelo esforço mental. É cada vez mais comum crianças e jovens passarem horas em frente ao computador ou à TV, compenetrados nos jogos eletrônicos, especialmente os dos estilos RPG (Role-playing Game), como os da franquia Dragon Age, e MOBA (Multiplayer Online Battle Arena), como os populares DOTA 2 e League of Legends. Em 2012, um jovem taiuanês, de 18 anos, morreu após permanecer 40 horas consecutivas em uma lan house jogando o RPG Diablo III. A polícia levantou a hipótese de problemas cardiovasculares causados pelo tempo excessivo que o rapaz passou sentado. O vício em jogos eletrônicos é uma realidade e pode representar sérios problemas para o desenvolvimento da criança.

Segundo a psicóloga Dineia Domingues, do laboratório de Psicologia e Educação da PUC Minas, o jogo praticado de forma adequada pode ser positivo para a criança. "Certamente jogar é uma experiência muito interessante, gera desafios, mobiliza emoções e traz agregação social", explica. O problema é quando o game se torna uma dependência. De acordo com o Programa de Independência em Internet, de São Paulo, ter as relações familiares e sociais afetadas, apresentar variação emocional quando o uso da internet é restringido e permanecer mais tempo conectado do que o combinado são alguns sintomas de um viciado.

Para a especialista, não existe um tempo limite considerado saudável para a criança ou jovem passar jogando. Ela considera que os casos devem ser estudados separadamente e depende de cada família. "Cabe ao pai e à mãe chamar o filho para conversar, forjar o encontro, compartilhar o que pode ser bom para ele. Possivelmente, pais e filhos encontrarão brechas para apreciar outros jogos além dos eletrônicos, pelo lazer, convívio e bem-estar", diz.

Alguns pais desesperados optam por fiscalizar e até tirar os aparelhos eletrônicos do filho. Segundo Dineia Domingues, a melhor alternativa está no diálogo. "Os responsáveis precisam acompanhar a criança e o adolescente, estar presentes. A conversa é muito importante, eu não considero o termo 'fiscalizar' correto. É importante também ouvir os filhos sobre o que pensam e o que experimentam por causa dos jogos", destaca.

Aos garotos que não conseguem abandonar os games, é preciso estar atentos, pois a dependência pode comprometer a socialização dos viciados. Estudos comprovam que o excesso de tempo no mundo virtual pode desencadear ansiedade, depressão e isolamento da sociedade.

Últimas notícias

Comentários