Esmalte cria linha considerada machista por defensoras dos direitos femininos

Produtos com nomes que remetem a ações que seriam consideradas "ideais" pelas mulheres está dando o que falar na internet

por Vinícius Andrade 27/03/2015 16:09

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Risqué/Reprodução
A linha Homens que Amamos, da Risqué, está gerando polêmica já que os nomes dos esmaltes estão sendo considerados machistas por muitas mulheres (foto: Risqué/Reprodução)
Se o objetivo da campanha lançada pela marca de esmalte Risqué era ganhar repercussão, a empresa conseguiu. A coleção outono/inverno 2015, intitulada Homens que Amamos, tem gerado polêmica e insatisfação entre as mulheres. No Twitter, as hashtags #homensrisque e "Risquê" estiveram entre os trending topics (assuntos mais comentados). As cores e as embalagens dos esmaltes ficaram em segundo plano. O que mais chamou atenção foram os nomes dos produtos: André Fez o Jantar, Fê Mandou Mensagem, Guto Fez o Pedido, Zeca Chamou para Sair, João Disse Eu Te Amo, Leo Mandou Flores, entre outros.

A internauta Julis ironizou a campanha em sua conta no Twitter: "Erick disse q ama a namorada, mas precisa se divertir com outras mulheres". Outras mulheres também mostraram indignação: "Gente, eu to com uma vergonha dessa campanha dos #homensrisque que vocês não tem noção!", escreveu Mari Lopes. O perfil intitulado Gabrielas também satirizou: "Fábio engana que é casado pra pegar a mulherada".

Divulgação
(foto: Divulgação)
A representante do Movimento Mulheres em Luta de Minas Gerais, Firminia Rodrigues, criticou a campanha lançada por uma linha cujo público é majoritariamente feminino. "As propagandas mostram que a mídia, de maneira geral, é machista. As propagandas de cerveja, por exemplo, têm um público mais direcionado para os homens, e exploram a imagem da mulher para vender mais. Agora, a novidade é que até os produtos ligados ao público feminino, como o esmalte, ainda possuem presença do machismo. Tudo, sempre, com o intuito de vender mais, de lucrar", comenta a ativista.

Firminia explica porque a campanha da Risqué pode ser considerada machista: "A marca nos faz pensar que, para existir um homem ideal, é necessário uma mulher ideal. O ideal não está naquilo que eles fazem, mas, na essência da pessoa. André Fez o Jantar, Leo Mandou Flores, são atitudes que deveriam ser naturais e não reverenciadas". Ela defende o engajamento da sociedade para mudar o cenário do machismo brasileiro. "Primeiramente, é preciso existir união entre as mulheres. Temos de pautar os assuntos e discutir, igual fazemos no Movimento Mulheres em Luta. Somado a isso, a sociedade deve se organizar como um todo; buscar uma mudança na mente e no comportamento", defende.

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