Estar com a vacinação em dia é importante para a saúde pública, diz especialista

Muita gente ainda insiste em não recorrer às vacinas, mas, segundo infectologista, essa é a única forma de o país e o mundo ficarem livres de doenças sérias

por Da redação com assessorias 30/03/2015 16:00

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Quando a vacinação não é eficaz, a população fica refém de doenças já erradicadas, como os surtos de sarampo, nos Estados Unidos, e de coqueluche, no Brasil, registrados em 2014 (foto: Pixabay)
O mundo moderno fez com que a estimativa de vida das pessoas aumentasse, já que os cuidados com a saúde também crescem a cada dia. E a grande gama de vacinas disponibilizadas no mercado – e também desenvolvidas e melhoradas pelos cientistas – auxiliam ainda mais nesse processo, uma vez que são responsáveis pela diminuição e erradicação da incidência de múltiplas doenças.

A vacinação é o procedimento que possibilita maior impacto na redução de doenças e óbitos, uma vez que induzem o sistema imunológico a criar uma barreira de proteção contra determinados vírus e bactérias. "Milhões de mortes em todo o mundo são evitadas anualmente pelo uso de vacinas. Erradicamos a varíola do planeta, controlamos o sarampo, a poliomielite, a coqueluche, o tétano e a rubéola. As vacinas, além de evitar hospitalizações e até casos de óbito, também minimizam o uso de antibióticos e o sofrimento de toda a população", analisa Renato Kfouri, infectologista do Hospital e Maternidade Santa Joana, em São Paulo.

Ainda hoje, muitas pessoas deixam de se imunizar com as vacinas por medo dos efeitos colaterais, mas é importante ressaltar que suas ocorrências são raras e sempre com impacto muito menor do que a própria doença. "De uma maneira geral as vacinas são seguras e bem toleradas, e raramente causam eventos adversos como dor no local da injeção, febre e mal estar, que costumam ser leves e transitórios", afirma o médico.

As vacinas induzem a proteção por meio da produção de anticorpos específicos contra uma doença, estimulando o sistema imune com algo que se pareça com o microrganismo (vírus ou bactérias) e que seja capaz de produzir anticorpos sem, no entanto, causar a doença. "A resposta da vacina é rápida e eficiente de uma forma geral, mas depende muito do indivíduo que as recebe. Em geral, as taxas de eficácia são altas, perto de 95%, porém há aqueles que não respondem à vacinação, por questões próprias de seu sistema imunológico", explica Kfouri.

As vacinas mais conhecidas e procuradas são as pediátricas, como para pneumonia, meningites, diarreia, sarampo e coqueluche, que foram capazes de reduzir bastante a mortalidade infantil não só no Brasil, mas também no mundo. Além dessas bem conhecidas, também existem as vacinas para gestantes, viajantes e para indivíduos com doenças crônicas e baixa imunidade, em que as infecções costumam ser mais graves.

Mesmo as doenças já controladas ou erradicadas, como o sarampo e a coqueluche, por exemplo, podem voltar a provocar surtos, caso haja descuido com a vacinação por parte da população. Um recente surto de sarampo na Flórida, nos Estados Unidos, levantou um alerta sobre a negligência na vacinação desta e outras doenças altamente contagiosas. A coqueluche, doença considerada controlada, voltou a ocorrer no Brasil e já foram contatados mais de quatro mil casos em 2014.
 
Isso acontece, pois a imunização contra a coqueluche é oferecida para as crianças na rede pública, mas ao longo do tempo as pessoas vão perdendo a imunidade conferida pela vacina e os adolescentes e adultos voltam a serem suscetíveis à bactéria, contaminando as crianças, em especial os bebês menores de um ano. "Hoje, 100% das vítimas de morte por causa da doença são os bebês, nos quais os sintomas são mais severos. Por isso, é importante que todos reforcem as doses e, especialmente as gestantes, também se vacinem com a tríplice bacteriana acelular", alerta o especialista.

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