Conheça a doença que afetou a cantora Avril Lavigne

Muito comum nos Estados Unidos e parte da Europa, a doença de Lyme pode gerar problemas sérios, inclusive neurológicos

por Vinícius Andrade 06/04/2015 08:24

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Facebook/AvrilLavigne/Reprodução
A cantora Avril Lavigne sobre a doença de Lyme: "Parecia que toda a minha vida estava sendo sugada para fora de mim" (foto: Facebook/AvrilLavigne/Reprodução)
A doença de Lyme não é muito conhecida, mas está ganhando repercussão na mídia nacional e internacional. A cantora Avril Lavigne revelou à revista norte-americana People, em matéria publicada no dia 1º de abril, que sofre com essa zoonose rara, transmitida pela picada de carrapato. Há cinco meses a artista canadense está afastada dos palcos. Em dezembro do ano passado, ela disse que estava com problemas de saúde e pediu orações aos fãs.
 
Avril descobriu que estava com a doença de Lyme após uma viagem para Las Vegas, nos Estados Unidos, para comemorar seu aniversário, em outubro de 2014. "Eu pensei que estava morrendo. Não tinha ideia de que uma mordida de carrapato poedria fazer isso",declarou a cantora de 30 anos à revista People. Ela se recupera em sua casa, no estado de Ontario, no Canadá, e revela as dificuldades do tratamento: "Definitivamente, houve vezes em que não podia tomar banho por uma semana inteira, porque mal podia suportar a dor. Parecia que toda a minha vida estava sendo sugada para fora de mim", comentou a artista na publicação americana.

Entenda o problema

A doença de Lyme é uma zoonose causada pela bactéria Borrelia burgdoferi, que é transmitida por meio da picada de carrapato. Esse nome foi dado por conta dos diversos casos que ocorreram em 1997 na cidade de Lyme, no estado americano de Connecticut. A doença é mais comum nesse país e em algumas regiões da Europa (centro e leste do continente), principalmente nas áreas rurais. No Brasil, existem raríssimos casos, embora por aqui sejam comuns outras infecções relacionadas à picada de carrapato, como, por exemplo, a temida febre maculosa.

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De acordo com Silvana de Barros Ricardo, coordenadora da clínica de infectologia da rede Mater Dei, a doença de Lyme pode comprometer o sistema nervoso central, o cardiovascular e as articulações. Entretanto, se tratada com antecedência, a pessoa pode se livrar de problemas mais graves. "É uma doença tratável, principalmente se não chegar aos estágios mais avançados, que são as fases crônicas. O diagnóstico ideal é feito nos primeiros meses e, em seguida, deve-se iniciar o tratamento por meio de métodos laboratoriais, que não são complexos. Ou seja, o antibiótico é aplicado o mais rápido possível", explica a especialista.

Os sintomas são gradativos. O primeiro estágio, segundo Silvana Ricardo, surge logo no primeiro mês. Normalmente, o local da picada apresenta vermelhidão. Também é comum a pessoa apresentar sinais de gripe bem específicos, como febre, dores no corpo e dor de cabeça. Os sintomas mais avançados são artrite, miocardite, problemas neurológicos e dores nas articulações. "A bactéria pode comprometer muitos órgãos. É uma doença chamada de multifacetada", alerta a infectologista.

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