Entenda quais são as principas doenças que afetam a placenta

Acretismo, descolamento e placenta prévia são problemas que acometem o principal órgão relacionado à formação dos bebês

22/04/2015 15:49

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

CORREÇÃO:

Preencha todos os campos.
Pixabay
Segundo o médico, os principais problemas que afetam a placenta são o descolamento prematuro da placenta, placenta prévia (ou baixa) e acretismo placentário (foto: Pixabay)
A placenta é um órgão que começa a se formar desde a implantação do embrião no útero. É por meio dela que o feto "respira" (ocorrem as trocas de oxigênio e gás carbônico) e alimenta-se (recebendo nutrientes do sangue materno). Seu bom funcionamento é importantíssimo para a evolução da gravidez e parto. Já algumas alterações neste órgão merecem atenção redobrada das gestantes e seus obstetras.

De acordo com o médico ginecologista e obstetra Marcos Nakamura, do departamento de Obstetrícia do Instituto Fernandes Figueira, da Fiocruz, as patologias placentárias são: descolamento prematuro da placenta, placenta prévia (ou baixa) e acretismo placentário.

Entenda cada uma delas:

  • Descolamento prematuro de placenta: segundo Nakamura, o problema costuma ser diagnosticado no terceiro trimestre de gravidez. Na maioria das vezes, quando o quadro é detectado, é necessário que se faça uma cesariana. Alguns fatores de risco podem desencadear o descolamento; o principal deles é a hipertensão. Traumas, como uma batida de carro, por exemplo, também podem ocasionar o problema. O sintoma é sangramento volumoso acompanhado de dor.

  • Placenta prévia ou placenta baixa: "É quando a placenta se implanta na parte mais baixa do útero,  podendo ocluir o colo do útero", define Marcos. A condição pode atingir diferentes níveis, e um dos principais fatores de risco é a cesariana prévia. "A cicatriz anterior provocaria uma vascularização anômala do útero e isso facilitaria a implantação da placenta naquela localização", explica. O sintoma começa com sangramentos mais leves, que vão aumentando de gravidade. Diagnosticada por meio de ultrassom, a placenta prévia requer, na maioria das vezes, um parto cesáreo.

  • Acretismo placentário: acontece quando a placenta está aderida à parede do útero. Apesar de ser uma patologia rara, que ocorre em cerca de 0,2% das gestações, quando se somam dois fatores de risco – cesarianas anteriores e placenta prévia – esta probabilidade sobe para 40%. A condição, segundo Nakamura, é grave e as chances de mortalidade chegam a 7%. A cesárea é recomendada e, na maioria das vezes, é realizada a histerectomia (retirada do útero).

(com Portal EBC)

Últimas notícias

Comentários