Como se constrói uma miss?

Os concursos que elegem as mulheres mais bonitas do estado, do país e do mundo, exigem estudo, uma boa genética e até mesmo cirurgia plástica das participantes

por Da redação com assessorias 27/04/2015 08:42

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Para o médico Ruben Penteado, a candidata a miss só deve fazer plástica se for por decisão própria: "Serei mais feliz depois da cirurgia plástica? Essa é a pergunta que a candidata a miss deve fazer a si mesma" (foto: Pixabay)
"Para se candidatar a um concurso de miss, não basta apenas se achar 'bonitinha' ou ter a vontade de satisfazer os anseios da família. Neste tipo de concurso de beleza, como em tanto outros, existem interesses que transformam as participantes em produtos. E como tal, a candidata pode gerar dividendos para muitos", afirma o o cirurgião plástico Ruben Penteado, diretor do Centro de Medicina Integrada, em São Paulo.

Beleza realmente importa para os organizadores desses concursos e está associada a um padrão de harmonia exigido pelo concurso, como por exemplo, as medidas consideradas ideais de busto (90 cm), cintura (60/64), quadril (90/95) e altura (1,75/1,78). A idade das participantes também varia entre 18 a 24 anos. Segundo "os experts em miss", o ideal é que ela tenha a pele perfeita, pernas longas, não muito grossas, panturrilhas definidas e, para alguns, o rosto quadrado pode ser muito apreciado.

"Contrariando a regra geral de beleza brasileira de seios volumosos, músculos e curvas bem definidos, as misses seguem outro padrão globalizado, que deve despertar um sentimento de beleza elegante e refinada. Este conceito de beleza começa a ser cultivado no seu próprio meio social, na sua cidade, depois, se expande para o seu estado, país e pelo mundo afora", observa o cirurgião plástico.

Atualmente, são várias as categorias a que as mulheres podem se candidatar, mas os títulos mais apreciados são os de Miss Universo, Miss Mundo e Miss Beleza Internacional. Para conquistá-los, certos melhoramentos na "beleza natural" de uma candidata são permitidos e aceitos, antes do concurso para "a mais bela". "A beleza física já pode ser retocada pelo cirurgião plástico, valorizando traços da beleza que 'Deus deu' e atributos herdados dos pais. Os concursos de miss exigem estudo, genética e cirurgia plástica das participantes. Não condeno a prática, desde que o desejo de fazer a cirurgia plástica seja genuíno, ou seja, seja manifestado pela própria candidata a miss, e não sugerido pela mãe, pelo agente, pelo organizador do concurso. Serei mais feliz depois da cirurgia plástica? Essa é a pergunta que a candidata a miss deve fazer a si mesma e não 'ganharei o concurso se fizer a plástica?'", defende Ruben Penteado.

Excessos?

O médico conta que assim como os demais procedimentos estéticos, as cirurgias plásticas realizadas pelas misses também estão sujeitas aos abusos costumeiros que as pessoas cometem em nome da vaidade.

"Recentemente, li uma notícia na Internet, que comentava um problema no concurso de Miss Coreia do Sul. Todas as candidatas eram muito parecidas umas com as outras e, segundo a reportagem, 'a culpa' seria da cirurgia plástica, cada vez mais comum no país. Ou seja, a padronização dos rostos acaba com os diferenciais que podem deixar alguém mais bonito ou atraente. Segundo as informações da matéria, uma a cada cinco mulheres de Seul teria passado por uma cirurgia plástica. Entre os procedimentos mais procurados por lá estão a cirurgia de pálpebra dupla, que deixa os olhos das coreanas mais ocidentalizados, e, o reajuste de mandíbula, para esculpir o rosto em um formato mais ovalado ou de 'V'. Diante de um quadro desse, como escolher a candidata mais bonita?", questiona especialista, que é membro da membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.

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