Que tal ter milhares de camisas de times de futebol em sua casa?

Conheça dois colecionadores mineiros que são apaixonados pelo esporte, e possuem uniformes raros, como de times do Haiti e da Malásia

por Vinícius Andrade 29/04/2015 10:46

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Leandro Bifano/Divulgação
O jornalista mineiro Frederico Jota possui quase 1.500 camisas de times de futebol do mundo todo, e vão de famosos como o Chelsea, da Inglaterra, ao pequeno Dom Bosco, do Haiti (foto: Leandro Bifano/Divulgação)
Já imaginou reunir quase 1500 camisas no guarda-roupa? Dá para passar quatro anos sem repetir sequer um modelo – o sonho de toda mulher. Exagero? Loucura? E se todo esse vestuário estiver relacionado ao futebol? Aí estamos falando do jornalista Frederico Jota, de 41 anos. O "maluco", apaixonado, fascinado (escolha a definição que achar melhor) já atingiu a marca de 1.450 blusas dos mais variados clubes e seleções do Brasil e do mundo. Ele iniciou a coleção há 20 anos e está longe de colocar um ponto final no acervo. A busca pelas mais variadas peças se torna um desejo contínuo.

Apesar de ser mineiro, foi na Bahia que Fred começou a coleção. Na terra do acarajé, iniciava, de forma inusitada, a caça pelo objeto de desejo. "Eu fui para Salvador e decidi comprar uma camisa do Bahia e outra do Vitória. Mas, o engraçado é que o vendedor era torcedor do Bahia e não deixou eu sair com uma camisa do rival. Então, minha coleção, ao invés de começar com duas camisas, começou com uma, apenas a do Bahia", conta Fred.

Outro apaixonado por futebol é o jornalista André Fidusi, de 38 anos. Na década de 1990, o então adolescente assistia aos jogos internacionais pela televisão e se encantava pelos uniformes coloridos. Ele começou a comprar uma, duas, três... E, hoje, já possui aproximadamente 280 camisas. "Às vezes, minha mulher reclama um pouquinho, porque elas já não estão cabendo mais em casa", brinca André.

Frederico Jota/Arquivo Pessoal
Fred Jota demorou para conseguir a camisa do Notts County que pertence ao futebol inglês, e é o time mais antigo do mundo (foto: Frederico Jota/Arquivo Pessoal)
Se você bater o olho nas coleções dessa dupla, provavelmente não irá reconhecer muitos clubes. Algumas raridades estão espalhadas nas milhares de peças, como as camisas do Botev Kosloduy, da terceira divisão da Bulgária, do Northwich, que pertence à oitava divisão da Inglaterra e da seleção de Ilhas Faroe – arquipélago que fica perto da Islândia e pertence à Dinamarca. Dentre tantas, Fred se recorda de uma aquisição especial. "O Notts County é o clube de futebol profissional mais antigo do mundo, e eu não conseguia a camisa deles de jeito nenhum. Eu estava de férias na Inglaterra, fui à cidade do time, e, finalmente, consegui comprar. Por meio da camisa eu conheci o clube, o estádio e até conversei com o treinador", diz, orgulhoso, o jornalista. André se "amarra" também nos modelos retrô. No início dos anos 2000, ele descobriu um site sobre réplica de camisas e se encantou com uma blusa da Holanda.

O jornalista mineiro não se conteve até conseguir o cobiçado objeto: "Eu estava sem dinheiro e ela era a mais cara. Tive de vender três camisas para comprar a da Holanda. Ainda teve uma sobretaxa, então o preço saiu mais alto do que eu imaginava. Na época, foi uma loucura", lembra, com bom humor.

As 1.450 camisas de Fred incluem times dos 26 estados brasileiros e de todos os continentes, contabilizando mais de 800 clubes e 86 seleções. Para exibir tamanho acervo, o colecionador lançou o projeto "mil camisas em mil dias", no qual apresenta diariamente, por meio do Instagram, as blusas, com informações de cada uma. As postagens começaram no dia 11 de março de 2015 e só terminarão em 2017.

Fred, André e outros colegas adeptos ao mesmo hobby se reúnem duas vezes por ano em eventos abertos ao público para exporem as coleções de camisas. Em 2014, cerca de 50 colecionadores se encontraram no estádio Mineirão às vésperas da Copa do Mundo. Este ano, o primeiro evento está programado para maio, mas ainda não há data e local definidos. Quem sabe não vale a pena comparecer e embarcar nessa "loucura"?

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