Entenda os riscos da chamada amamentação cruzada

O ato de deixar o bebê mamar em outra mãe, quando não se tem leite suficiente ou ele é pobre em nutrientes, pode acarretar no surgimento de doenças infectocontagiosas na criança, incluindo o HIV

por Da redação com assessorias 29/04/2015 12:59

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Se você não produz leite suficiente ou ele possui falta de algum nutriente, segundo o especialista, a melhor opção é apelar para alimentos próprios para bebês ou procurar um banco de leite materno (foto: Pixabay)
A amamentação cruzada – quando uma mãe amamenta o bebê de outra – está ganhando cada vez mais espaço entre as mães, principalmente após a campanha da Unicef sobre a importância do leite materno para a saúde dos bebês. Mas o médico Carlos Alberto Nogueira de Almeida, vice-presidente da Associação Brasileira de Nutrologia (Abran), alerta para os riscos que essa prática pode trazer, principalmente em relação à transmissão de doenças infectocontagiosas, entre elas o HIV e a hepatite.

"A campanha do Unicef ressalta o valor do leite materno, mas não recomenda a amamentação cruzada. Se analisarmos a atividade somente pelo aspecto nutricional, ela não é contraindicada, pois o leite materno é, sem dúvida, o melhor alimento para o bebê, mesmo quando não é da própria mãe. O risco está na possibilidade de contaminação, que é muito grande, e pode colocar a vida da criança em perigo", explica o especialista.

O leite materno é o alimento mais completo e dispensa outro tipo de dieta até os seis meses de vida. Em casos raros, pode apresentar variações e não fornecer todos os nutrientes necessários. "É extremamente incomum uma mãe não produzir o leite adequado ao seu filho. Em algumas situações, em que ela apresenta desnutrição grave ou doenças próprias da mama, pode haver menor produção do que o desejado ou com menos nutrientes", afirma o nutrólogo.

Segundo o vice-presidente da Abran, "na impossibilidade da amamentação, o mais indicado é que a mãe possa usar uma complementação com uma fórmula infantil adequada para a idade". Além disso, elas têm à disposição os bancos de leite, que seguem todos os procedimentos de avaliação e de segurança para que não ocorra nenhuma transmissão de doenças infectocontagiosas. Dentro de um ambiente controlado, o leite doado é testado, pasteurizado e oferecido às crianças de alto risco ou prematuras.

"Em outros casos, como da produção de um leite pobre em DHA, por exemplo, ela deve procurar um especialista que pode indicar o consumo adequado de fontes de ácidos graxos e Omega 3 para reverter o processo", conta o médico. A recomendação, de acordo com Carlos Alberto Nogueira, é que as mães que não conseguem amamentar os filhos adequadamente procurem um especialista para tentar descobrir a origem do problema e, primeiramente, tentar reverter a situação. Caso contrário, elas devem seguir as orientações do pediatra, procurar os bancos ou as fórmulas infantis mais adequadas.

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