Após morte de Senna em 1994, pilotos ganharam mais segurança

Uma das principais mudanças foi a criação da célula de sobrevivência no carro de Fórmula 1, que garante maior proteção aos pilotos

01/05/2015 17:06

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Paulo Pinto/ Arquivo Fotos Públicas/Divulgação
Pilotar uma Williams era um sonho de Ayrton Senna, e, além da má fase da equipe em 1994, acabou sendo o último carro usado pelo brasileiro tricampeão de Fórmula 1 (foto: Paulo Pinto/ Arquivo Fotos Públicas/Divulgação)
Vinte e um anos após a trágica morte de Ayrton Senna em Ímola, o automobilismo mundial conta com muito mais do que as memórias das vitórias do ídolo e do tricampeonato mundial conquistado para o Brasil nos anos de 1988, 1990 e 1991. O acidente no circuito de Ímola (Itália) em 1994, episódio mais triste da história do automobilismo brasileiro, trouxe muitas mudanças em relação à segurança na Fórmula 1.

Após a morte de Senna, na manhã do dia 1º de maio de 1994, nenhum piloto morreu em uma corrida oficial da categoria. Muito disso se deve aos novos padrões de segurança, alguns solicitados pelo campeão horas antes do acidente fatal, em uma reunião de pilotos no circuito de Ímola. Outras foram implementadas com bases em falhas que levaram o piloto à morte naquele fatídico dia.

Algumas das mudanças são visualmente muito claras. Se em 1994, era possível ver quase os ombros dos pilotos, agora eles estão "escondidos" por causa da proteção lateral. O reforço na lateral dos carros pode ser considerado o maior avanço do esporte, juntamente com o fortalecimento da estrutura das chamadas células de sobrevivência.

Em relação às pistas, a chegada de um novo padrão eliminou muitas áreas perigosas em circuitos como, por exemplo, a curva Tamburello, que virou uma sequência de curvas em “S”. Os novos circuitos da Fórmula 1 também chegaram atendendo às atualizações das exigências de segurança. Outras mudanças não são tão perceptíveis visualmente, mas tiveram impacto. Uma delas, por exemplo, é a criação do Instituto de Segurança da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), órgão criado para analisar implementações de segurança na categoria.

Após a morte de Senna, a segurança na Fórmula 1 foi testada algumas vezes, como nos acidentes de Felipe Massa, em 2009, Robert Kubica, em 2007, Mika Hakkinen, em 2005, Luciano Burti, em 2001, Michael Schumacher, em 1999 e o acidente que envolveu 13 carros na Bélgica, em 1998. Apesar de acidentes graves, ninguém mais morreu na categoria.

Flávio Gomes, comentarista de Fórmula 1 do canal Fox Sports, diz ter certeza que mudanças como a maior resistência no capacete, o aumento da lateral do cockpit (parte em que o piloto está localizado), o reforço da conexão das suspensões ao carro e a mudança nas pistas garantiriam a sobrevivência de Senna se o acidente ocorresse com o carro atual da categoria.

“Um acidente igualzinho àquele do Senna não resultaria na morte do piloto. A proteção no pescoço é muito maior por causa do HANS (sistema de apoio à cabeça e ao pescoço). Os capacetes são mais resistentes. A dinâmica do acidente não ocorreria hoje. As pistas hoje são mais seguras. Aquele tipo de curva sem nenhum tipo de proteção no muro não existe mais. Então, hoje, 20 anos depois, aquele acidente não seria fatal”, explica.

(com Portal EBC)

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