Bizarro: vídeos de pessoas espremendo espinhas e cistos viram "moda" na internet

A nova mania, batizada de 'popping', ganhou milhares de adeptos. A prática, segundo especialista, é perigosa para a saúde

por Marcelo Fraga 05/05/2015 08:33

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YouTube/Reprodução
Os vídeos 'nojentos' de pessoas espremendo cravos, espinhas e cistos estão virando 'moda' na internet, mas segundo especialista, essa prática é perigosa para a saúde (foto: YouTube/Reprodução)

A internet não para de surpreender. Desta vez, a rede está sendo tomada por vídeos mostrando pessoas espremendo anomalias na pele, como cravos, espinhas, cistos e furúnculos. As publicações mostram desde pequenas erupções cutâneas, entre elas as acnes, até grandes inflamações que expelem quantidades significativas de pus e sangue. Sim, é necessário ter estômago forte para assistir os vídeos.

No YouTube, dois canais estrangeiros que concetram milhares de adepetos dessa prática, se destacam. O ato "nojento" ficou conhecido como "popping" – ou "estourar algo", traduzindo livremente do inglês. Somadas, as visualizações desses vídeos ultrapassam a impressionante marca de 10 milhões. Um dos canais se descreve como "educativo" e diz ter como objetivo, informar sobre procedimentos médicos. Já o outro, destina-se exclusivamente a divulgar vídeos enviados por usuários adeptos do "popping".

Assista abaixo o vídeo "nojento" que contém uma pessoa realizando o "popping" (só veja se tiver estômago "forte"):


Além de bizarra, a prática é perigosa. Segundo o médico Glaysson Tassara, presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia de Minas Gerais, o ato de espremer anomalias na pele traz sérios riscos à saúde. "Ao espremer um cravo, espinha ou outra erupção, a pele é rompida, permitindo a entrada de bactérias que causam diversas doenças, entre elas a erisipela [infecção cutânea]". Ainda de acordo com o dermatologista, as bactérias que entram no corpo com o ato de estourar espinhas, por exemplo, podem ir para o cérebro, causando doenças mais graves, como a meningite – que pode levar à morte.

A recomendação do médico Glaysson Tassara é que as anomalias na pele jamais sejam espremidas, por mais que incomodem. O ideal é buscar orientação médica, afinal, o mínimo que pode ocorrer nesses casos, em que se "estoura" o problema, é a formação de uma cicatriz, segundo o especialista. Ele completa, dizendo que apenas os cravos podem ser removidos, desde que por um profissional treinado para esse fim.

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