Aécio Neves cria comissão para apoiar presos políticos da Venezuela

"Um país como o Brasil que tem como presidente da república uma ex-presa política não pode se calar quando assiste no país vizinho, um governo manter quase 90 presos políticos", diz o senador mineiro

por Da redação com assessorias 08/05/2015 09:48

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George Gianni/PSDB/Divulgação
Aécio Neves (centro), entre as esposas de presos políticos venezuelanos: "A omissão do governo brasileiro em relação à escalada do autoritarismo na Venezuela é vergonhosa", diz o senador (foto: George Gianni/PSDB/Divulgação)
O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves, anunciou a criação de uma comissão especial do Congresso brasileiro para viajar à Venezuela e avaliar a situação dos presos políticos e a escalada da suposta violência praticada pelo governo de Nicolás Maduro. O anúncio foi feito após a audiência na Comissão de Relações Exteriores do Senado, na quinta-feira, dia 7 de maio, com a presença das mulheres de dois líderes oposicionistas presos e de Rosa Orozco, mãe de uma jovem morta com um tiro no rosto durante confronto com a polícia. Hoje, na Venezuela, existem 89 presos políticos, segundo as ativistas.

"Uma comissão foi criada no Senado Federal e na Câmara dos Deputados para que um grupo de parlamentares brasileiros, de oposição e de situação, possam in loco, estar na Venezuela e cumprir um papel que deveria estar sendo cumprido pelo governo brasileiro", afirma Aécio Neves.

A convite de Aécio Neves e Aloysio Nunes, presidente da Comissão de Relações Exteriores no Senado, Mitzy Ledezma e Lilian López, mulheres de Antônio Ledezma e Leopoldo López, presos pelo governo de Maduro, estiveram em Brasília para relatar a situação vivida pelos venezuelanos diante da violação de liberdades democráticas e de uma grave crise econômica que atinge o país.

Aécio Neves voltou a cobrar o fim do silêncio do Brasil em relação aos "abusos" cometidos pelo governo Nicolás Maduro. O senador comenta que a omissão da presidente Dilma Rousseff é "vergonhosa" e representa um "retrocesso" do Brasil na defesa da democracia, das liberdades e dos direitos humanos na América Latina.

"A omissão do governo brasileiro em relação à escalada do autoritarismo na Venezuela é vergonhosa. Nos atinge a todos, enquanto cidadãos que somos, e democratas que devemos permanentemente ser. O que queremos é que, em primeiro lugar, as regras democráticas do Mercosul sejam respeitadas pela Venezuela e, se o governo brasileiro se omite por relações ideológicas, ou sei lá de qual natureza, inaceitáveis, cabe às demais forças políticas ocupar esse vácuo", afirma Aécio Neves.

O senador lembra ainda que a presidente Dilma Rousseff foi um dos presos políticos da ditadura no Brasil.  "Um país como o Brasil que tem como presidente da república uma ex-presa política não pode se calar quando assiste no país vizinho, um governo manter quase 90 presos políticos. É hora de o governo agir conforme espera a grande maioria dos brasileiros em defesa da democracia na Venezuela. É uma omissão inaceitável", critica Aécio Neves.

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