CBF considera erro culpar os dirigentes pelos problemas do futebol brasileiro

Para secretário-geral da confederação, a modernização do esporte não se dará por 'medidas intervencionistas'

08/05/2015 12:07

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Rafael Ribeiro/CBF/Divulgação
Dirigentes, em reunião na Câmara, dizem que intervenção no futebol brasileiro não será eficaz para acabar com a atual crise desse esporte (foto: Rafael Ribeiro/CBF/Divulgação)
Durante audiência na Câmara dos Deputados, na quinta, dia 7 de maio, o secretário-geral da CBF, Walter Feldman, afirmou que os problemas do futebol são complexos e que é um equívoco focar apenas na atuação dos dirigentes. Ele queixou-se ainda de cronistas esportivos, que não têm poupada a entidade de "críticas cegas", mesmo antes das primeiras ações da nova administração da CBF, empossada há poucas semanas.

Ex-deputado, Feldman avalia que a modernização do futebol não virá de "medidas intervencionistas", como algumas previstas na MP, mas de uma série de ações que virão a partir de sugestões colhidas em congressos, consultorias e pesquisas para novos modelos de governança. "Fui convidado, na CBF, para contribuir para uma gestão moderna, transparente, social e responsável", diz o secretário-geral.

Conta única

Para o presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Melo, deve ser retirado do texto da MP 671/15 o artigo que prevê uma conta única centralizada das receitas e movimentações financeiras dos clubes que aderirem ao refinanciamento das dívidas.

Segundo Bandeira de Melo, essa medida tem "eficácia duvidosa" e vai contra os princípios das boas práticas. Ele admitiu que a MP 671/15 não é a solução para todos os males do futebol, apesar de fomentar o choque de gestão no esporte: "É uma ação emergencial para dar aos clubes a condição de marco zero no processo de modernização do futebol".

Por sua vez, o representante do Bom Senso Futebol Clube, Alexsandro Souza, o Alex, ex-jogador do Coritiba e da seleção brasileira, que se aposentou em dezembro do ano passado, manifestou a preocupação com o calendário do futebol e com os milhares de jogadores que estão sem atividades, neste momento, por falta de competição.

Ele apresentou, como exemplo, o jogador Pedro Ayub, do Brasília FC, que acabou de conquistar o vice-campeonato candango e deverá ficar inativo até agosto, quando disputará a Copa Sul-americana. "Disputamos uma maratona de 26 jogos em três meses e, agora, vamos ficar quatro meses parados", reclama Pedro.

"Esta é a realidade da maioria dos jogadores brasileiros. Chegou o momento da mudança e da moralidade no futebol", completa Alex, que também se queixou da "gestão temerária" dos dirigentes de clubes e federações.

(com Agência Câmara)

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